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Toca do Coelho

A mascar o pensamento à sombra calma da luz irrequieta.

Toca do Coelho

A mascar o pensamento à sombra calma da luz irrequieta.

04/07/18

Ocorreu-Me Hoje Que... (10)

Um dia... nem que fosse apenas por um dia, seria óptimo se pudéssemos viver como nas histórias de comédia e/ou de fantasia.
Por um dia tínhamos um mundo como o da Disney. Só para descontrair. Uma festa oficial como o Natal ou assim...

Tempo para cantar espontaneamente se o quiséssemos como acontece nos filmes ou, para nos disfarçarmos do que desejássemos, qual celebração de Carnaval. Esta seria a altura de ir disfarçado para o trabalho e de usar a imaginação com todo o seu potencial e esplendor. 

Um dia que, por fim, permitiria aos adultos esquecerem-se de que cresceram. De serem aquilo em que sempre sonharam tornar-se. 

 

 

 

 

 

 

 

 

22/01/18

A Lei do Retorno

Na dança constante do bem e do mal,
Tu decides o que te beneficia
E o que he para ti letal.

 

Parece utopico ou talvez absurdo,
Mas a vida corre-te mal, porque és surdo.
Sem te aperceberes de como traças o teu rumo,
Dás varios passos, todos elles com pés de chumbo.

 

Tu podes criar a tua realidade,
O que vai, vem,
Seja amor ou maldade.

 

Attenta nos teus parceiros de dança
E também na choreographia,
Acredites ou não, o que o teu juízo lança
He o teu reflexo, que sempre te desafia.

 

Quando muda a tua percepção,
Muda a criação.
As pessôas e o que te acontece,
A aprendizagem traz coisas bôas
E o resultado da teimosia toda a gente conhece.

 

Dá aos passos a tua synchronização,
He tão simples e complicado criar este equilibrio,
Que pede a tua mão.

 

Nunca penses que te livras das setas,
Pois á tua frente haverá sempre novas metas.

26/03/16

Sonho Meu e de mais Alguém

Que escreves?

Uma carta, não sei para quem.

Escreve-a o melhor que sabes,

Faz a pessoa sentir-se especial como ninguém.

Podes enviá-la para quem a apanhar primeiro,

Essa alma fica assim encarregue de a espalhar pelo universo inteiro.

Qual é o destino?

 

É longe, não está nos mapas, mas sim nas estrelas.

Conto-as uma por uma, mas perco-me no brilho,

Tenho de revê-las.

Cada uma delas é uma porta com um trinco,

Que quero abrir com muito afinco.

 

Envio para lá uma carta que chegará a um sítio tão distante, 

Que já esteve tão perto. 

Peço a quem a encontre que nos salve com uma vontade incessante,

Que convença todos a realizar um acto esperto,

Assim volta a tornar-se interessante

Sonhar a limite aberto.

 

Achas que é possível?

Caminhamos cada vez mais para a apatia de boca escancarada,

Espera-nos um fim terrível e a D. Esperança zangada.

 

Relaxa, não há que temer,

O desejo é um martelo forte que se faz valer.

Portanto, mesmo em circunstâncias feias, deixo em acta,

Que o sangue do êxito me corre nas veias,

Como também a vontade de enviar a carta.

29/02/16

O/A Sonhador/a Incauto/a

Desnuda está a ingenuidade que emana o ingénuo sorriso,
Vai a alma feliz e sem prévio aviso, traça na tela,
O incauto e errante desenho dela...
E de seu futuro.

 

Cada gota de tinta que escorre,

Cada porta para uma paisagem diferente,
Isso, goza a liberdade, não há limites para a aventura,
Somente os que impõe a trémula mente.

 

Gozas e gozas da vida sem a planear,
Ao contrário, não, és tu quem a deve domar.
Mas não se pica a onça com vara curta,
Lidas com um bicho malino,
Não te esqueças do capacete,
Ou a criatura bruta,
Já não te mostra um passeio tão benigno.

26/02/16

Livra, que É Dose! Eu que o Diga!

"Então, olha lá, gostas da escola?" - Eu costumava ouvir esta pergunta quando era pequeno como todos os miúdos. E como todos os miúdos, eu respondia com a maior sinceridade: "da escola, sim, das aulas nem por isso". Creio que não há ninguém que não conheça o desfecho desta conversa, eu pelo menos dizia que o único sítio em que não gostava de aprender era no respectivo estabelecimento.
Hoje em dia continua a ser dada a mesma resposta, à diferença de que desta vez há mais fundamento - não só porque é comum as crianças e os adolescentes não gostarem de estudar, mas também porque aparentemente, as próprias escolas já não pretendem incutir a valiosa vontade de aprender nos estudantes.
Agora o que interessa é passar nos exames.
No outro dia perguntei à minha professora de Português se não se importava de que o tema da composição do teste fosse à nossa escolha. Desta forma podíamos gozar a liberdade criativa. - "Não é possível, no exame têm de escrever sobre o que vos pedem".
A resposta dela intrigou-me. Todas as nossas aulas são dadas em função da prova final e até ao nosso efémero momento de expressão individual foi atribuído um espartilho. Esta característica da educação portuguesa actual é uma das minhas principais preocupações relativamente ao referido assunto.
O objectivo mais importante é aprovar no temível exame. Isto não é uma preparação para a vida, é como querermos montar uma mesa e preocuparmo-nos apenas com as pernas.
O exame final não é nada mais que um utensílio de selecção. As faculdades não possuem espaço para tantos aspirantes a universitários, portanto, só vão para lá os melhores. O problema é que há muitos jovens a querer e a ser pressionados para ingressarem no Ensino Superior.
Tal conduz professores, pais e os jovens em questão a um grande nível de ansiedade. Principalmente os jovens, claro está. De certa maneira é compreensível, a vida não se encontra nada fácil e toda a gente procura conforto financeiro. Mas então e a saúde mental? Então e o bem-estar diário?

Vamos a um exemplo:
Uma criança está na sala de espera, prestes a fazer análises ao sangue. Sente-se naturalmente nervosa. Quando chega a sua vez de ser atendida, o coração quase lhe foge pela boca.
Todavia, para a acalmar, a/o enfermeira/o tenta descontraí-la, amba/os sabem que a agulha vai magoar o/a petiz/ada.
E assim, embora a criança chore, os seus nervos foram previamente atenuados. A meu ver, devíamos transportar esta abordagem para a educação.
Na altura do exame de Português do ano passado, uma ex-colega minha quase explodiu de nervos. Como todos nós passou o ano inteiro a ouvir falar do quão difícil era o exame e quando estava prestes a realizá-lo, o medo não lhe cabia na boca, não parava de afirmar que se sentia nervosíssima.
Os avisos são bons, sem dúvida, contudo, será uma GRANDE quantidade benévola? Embeber-nos com isso é como estar sempre a dizer à criança do exemplo: "tu tens de ser forte, não chores, olha que há coisas piores na vida". Obviamente que antes de enfrentar o momento da verdade, já estará a chorar.
Aliviemos esta loucura, preocupemo-nos com o todo do que significa educar. Estimulemos a capacidade de sonhar, o que acalmará a tensão de ter de fazer o exame (e não só), que apesar de não ser um bicho de sete cabeças, no-lo parece frequentemente.
Em primeiro lugar devemos eleger o que achamos ser o melhor para a nossa felicidade, dar ouvidos ao ditado "o dinheiro não traz felicidade". Convém que nos sustente sem necessitarmos de contar tostões, mas os nossos sonhos são a prioridade. Se não quisermos estudar mais, não o fazemos e procuramos algo menos teórico se é essa a nossa vocação e paixão.
O resto é conversa, para a frente é que é caminho!

06/01/16

Devaneios e Meteorologia

Não me apetece prestar atenção às aulas. Não que o tema não me interesse, é literatura. Eh, pá, mas ultimamente não tenho estado para aí virado. Lá estou eu distraído outra vez, é inevitável, como se diz: já não é defeito, é feitio. A voz silenciosa do inconsciente fala mais alto que a stôra. Ei! Alto e pára o baile, a doutora está a ditar apontamentos! 

Ena pá, que letra feia! Andei eu a esfalfar-me para melhorá-la e agora parece árabe. A minha caligrafia reflecte-me, é selectiva, só faz cara feia quando lhe dão de comer aquilo de que não gosta, mas ofereçam-lhe imaginação, que ela chama-lhe um figo. Não quero escrever apontamentos, prefiro deambular na divagação. Se pudesse, até me levantava da cadeira e andava de um lado para o outro como faço em casa (principalmente quando estou sozinho). 

Às vezes ouso ir mais longe, dá-me para saltar, rodopiar... A energia ganha uma forma aleatória que me alivia e me diverte. Há quem desenhe, toque instrumentos, cante, entre outros. Eu prefiro escrever ou mexer-me. Já devo ter feito o equivalente a uma prova olímpica a escrever este texto.

Pumba! Uma cabeçada na parede! É bem feita, que é para aprenderes... Ou talvez não. Costumo entrar em piloto automático. Felizmente só colidi com a parede duas vezes, estou bem programado... Vá, dá para o gasto.

Dizem que está mau tempo lá fora. O que é isso de estar mau tempo? O céu também tem direito a reinventar-se, nós não gostamos de vestir roupa preta? Então, ele prefere o cinzento, aliás, a escolha dele até é mais leve. Chove, é verdade, mas a Mãe Natureza tem de cuidar da casa. Isto é tal e qual como estarmos no nosso quarto e ouvirmos um aspirador ensurdecedor. Incomoda, é verdade, mas tem de ser porque se não, comemos pedras.

Creio que devíamos abandonar esta percepção dual da realidade - ciência/religião, branco/preto, sol/chuva. Não existe bom e mau, apenas diversidade. Ninguém gosta de tudo, confesso que não sou uma excepção, mas antes de dizer que não, gosto de tentar ver o lado positivo ou então de esperar por uma oportunidade para o fazer.

O "mau tempo" é nada mais nada menos que um descanso do bom. No Verão e na Primavera extravasamos energia, actualmente é altura de recolher. Podemos aproveitar para criar o nosso próprio positivismo, é a partir das trevas que nasce a luz.

Seria uma boa estratégia desfrutar de cada momento bom ao máximo, já que o clima afecta o psicológico negativamente. É como demorarmos a comer chocolate para o sabor durar mais. Nas estações quentes não há essa necessidade, possuímos abundância. 

Então e se em vez de nos contentarmos com o noticiário deprimente do costume, contássemos as nossas próprias histórias? Não precisam de ser reais, inventamos situações que de igual forma não envolvem obrigatoriamente pessoas reais e andamos mais contentes. Há duas coisas essenciais para se retirar um óptimo proveito de sonhar: uma é a boa imaginação e a outra, o conhecimento para a enriquecer. 

O conhecimento adquire-se maioritariamente na escola (também é saudável procurar outras alternativas), quando se põe os pés em casa, é hora de sonhar. Ou pelo menos devia ser. Não há melhores treinadores que as crianças para exercitar a nossa criatividade. Uma boa história criada em família ao jantar e saem todos a ganhar.

Por vezes pergunto-me se "sonho" não será uma palavra mais bonita para designar "realidade". Convenhamos, quer num plano, quer noutro, podemos cumprirmo-nos, basta termos projectos nos dois lados. 

Um estalar de dedos faz-se ouvir à frente dos meus olhos. O meu colega do lado indica-me que tenho de prestar atenção. Ah, pois é, há um exame para fazer...

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