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Toca do Coelho

Uma espécie de blogue/livro/coiso com espécies de texto.

Toca do Coelho

Uma espécie de blogue/livro/coiso com espécies de texto.

06.Jun.19

É Verão!

Olavo Rodrigues
Eu cá, quando for grande Quero continuar a ter férias grandes.  Acabam depressa e são de aproveitar.    É Verão. Por onde começar? Passas o dia na praia Com as gaivotas a cantar Enquanto se reza para que o castelo de areia não caia.  Sentes o beijo das ondas a tocar-te nos pés Que te chama para brincar na liberdade do reino de Neptuno.  Lavas-te entre risos e molhadelas geladas de lés a lés Até contemplares o sorriso do céu nocturno.    Há tanto tempo que (...)
04.Jul.18

Ocorreu-Me Hoje Que... (10)

Olavo Rodrigues
Um dia... nem que fosse apenas por um dia, seria óptimo se pudéssemos viver como nas histórias de comédia e/ou de fantasia. Por um dia tínhamos um mundo como o da Disney. Só para descontrair. Uma festa oficial como o Natal ou assim... Tempo para cantar espontaneamente se o quiséssemos como acontece nos filmes ou, para nos disfarçarmos do que desejássemos, qual celebração de Carnaval. Esta seria a altura de ir disfarçado para o trabalho e de usar a imaginação com todo o seu (...)
22.Jan.18

A Lei do Retorno

Olavo Rodrigues
Na dança constante do bem e do mal, Tu decides o que te beneficia E o que he para ti letal.   Parece utopico ou talvez absurdo, Mas a vida corre-te mal, porque és surdo. Sem te aperceberes de como traças o teu rumo, Dás varios passos, todos elles com pés de chumbo.   Tu podes criar a tua realidade, O que vai, vem, Seja amor ou maldade.   Attenta nos teus parceiros de dança E também na choreographia, Acredites ou não, o que o teu juízo lança He o teu reflexo, que sempre (...)
26.Mar.16

Sonho Meu e de mais Alguém

Olavo Rodrigues
Que escreves? Uma carta, não sei para quem. Escreve-a o melhor que sabes, Faz a pessoa sentir-se especial como ninguém. Podes enviá-la para quem a apanhar primeiro, Essa alma fica assim encarregue de a espalhar pelo universo inteiro. Qual é o destino?   É longe, não está nos mapas, mas sim nas estrelas. Conto-as uma por uma, mas perco-me no brilho, Tenho de revê-las. Cada uma delas é uma porta com um trinco, Que quero abrir com muito afinco.   Envio para lá uma (...)
29.Fev.16

O/A Sonhador/a Incauto/a

Olavo Rodrigues
Desnuda está a ingenuidade que emana o ingénuo sorriso, Vai a alma feliz e sem prévio aviso, traça na tela, O incauto e errante desenho dela... E de seu futuro.   Cada gota de tinta que escorre, Cada porta para uma paisagem diferente, Isso, goza a liberdade, não há limites para a aventura, Somente os que impõe a trémula mente.   Gozas e gozas da vida sem a planear, Ao contrário, não, és tu quem a deve domar. Mas não se pica a onça com vara curta, Lidas com um bicho malino, (...)
26.Fev.16

Livra, que É Dose! Eu que o Diga!

Olavo Rodrigues
"Então, olha lá, gostas da escola?" - Eu costumava ouvir esta pergunta quando era pequeno como todos os miúdos. E como todos os miúdos, eu respondia com a maior sinceridade: "da escola, sim, das aulas nem por isso". Creio que não há ninguém que não conheça o desfecho desta conversa, eu pelo menos dizia que o único sítio em que não gostava de aprender era no respectivo estabelecimento. Hoje em dia continua a ser dada a mesma resposta, à diferença de que desta vez há mais (...)
06.Jan.16

Devaneios e Meteorologia

Olavo Rodrigues
Não me apetece prestar atenção às aulas. Não que o tema não me interesse, é literatura. Eh, pá, mas ultimamente não tenho estado para aí virado. Lá estou eu distraído outra vez, é inevitável, como se diz: já não é defeito, é feitio. A voz silenciosa do inconsciente fala mais alto que a stôra. Ei! Alto e pára o baile, a doutora está a ditar apontamentos!  Ena pá, que letra feia! Andei eu a esfalfar-me para melhorá-la e agora parece árabe. A minha caligrafia (...)