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Toca do Coelho

Uma espécie de blogue/livro/coiso com espécies de texto.

Toca do Coelho

Uma espécie de blogue/livro/coiso com espécies de texto.

30
Abr18

Obras de Arte Vivas

Olavo Rodrigues

Desde o início dos tempos

Que a humanidade usa o seu potencial 

Para criar rios de sentimentos

Através da palavra imortal.

 

Tantas são as línguas que fluem 

Nas almas imperfeitas dos mortais.

Umas sobrevivem e outras ruem,

Mas sempre surgem outras que tais.

 

No seio da inovação estão as obras de arte vivas,

Não estão na cabeça, mas sim no coração.

São hiperactivas e sempre se tornam numa nova canção.

 

Oxalá pudesse sabê-las todas de cor,

Assim nunca me cansaria de me reinventar.

Não haveria como me entediar,

Porque alcançaria um Eu bem maior.

 

Uma língua é filha da sua gente

Cheia de criatividade sem freio.

Um oceano que nunca se explora o suficiente

Nem sequer até ao meio.

Uma língua é uma nova paisagem que deslumbra o olhar,

O mundo fica diferente só de a sabermos falar.

 

Somos cidadãos do mundo

E as nossas línguas são de quem as amar

Chegou o tempo de partilhar

Para a diversidade não ir ao fundo.

 

Este é um ciclo sem fim

E vou diversificá-lo

Ao dar-lhe uma prenda feita por mim. 

 

É mais uma para a colecção,

Que talvez gere mais trabalho complicado.

Ser poliglota não é um êxito dado,

Mas faz tudo parte da diversão

Mesmo que, após a interiorização,

Ainda se fique baralhado. 

 

O meu amor pelas palavras não acaba na literatura.

Estará sempre presente onde o dom da linguagem perdura. 

 

30
Jan18

Sete Dias Consecutivos de Escrita - The Write Practice

Olavo Rodrigues

The Write Practice  é um sítio fundado por Joe Bunting, o qual é um escritor que criou esta mina de ouro para qualquer amante das palavras que, deseje brotar no mundo editorial com qualidade, ao mesmo tempo que melhora as suas competências. De vez em quando surgem palestras via internet, no sítio há 1716 artigos e exercícios sobre escrita criativa e a comunidade é bastante unida, dado que os seus membros estão constantemente a apoiar-se de forma mútua ao publicar textos seus e ao receber opiniões dos outros membros sobre os mesmos. 

Já li alguns artigos e já assisti a uma palestra e devo dizer que estou bastante satisfeito, portanto, recomendo-vos vivamente que dêem lá um saltinho! Ainda que não queiram tornar-se em escritores profissionais, podem sempre aprender imenso e melhorar o vosso trabalho na mesma. 

Na semana passada houve um desafio proposto a todos os onze milhões de membros da comunidade: durante uma semana era necessário escrever, no mínimo, mil palavras. Podíamos escrever o quer que nos ocorresse: um capítulo de um livro, um conto, um poema, um evento da vida real, entre outros. Tínhamos era de chegar às mil palavras. Eu cá, que adoro desafiar-me sobretudo em relação à escrita, aceitei o repto de imediato.

No início foi, de facto, difícil, pois não estava habituado a escrever tanto por dia e, muito menos, por semana. Contudo, a sensação que retirava de todas as vezes que me sentava à secretária, fosse para redigir no papel ou no computador, era magnífica, entusiasmante e tão libertadora! A vontade de me envolver na minha criação e de me deliciar com ela estava mais activa do que nunca e, quanto mais escrevia, mais queria continuar, porque a adrenalina também alimentava a paixão.  

Com o tempo foi sendo cada vez menos cansativo atingir o mínimo proposto pelo desafio, o que provava que o objectivo deste - forjar um hábito de escrita sólido e produtivo - estava a ser atingido. Só falhei um dia e, mesmo assim, quase lá cheguei. É tão triste morrer na praia! 

Embora tenha faltado ao compromisso uma vez, aprendi uma boa lição. Naquele dia o entusiasmo tinha caído um pouco; isto porque no dia anterior havia tido um bloqueio horrível durante a maior parte do tempo e só havia desemburrado mais para o fim. Tal deixou-me algo ansioso, estado que tenho de começar a evitar nestas situações, dado que é suposto divertir-me e não ficar afectado de maneira negativa por elas. 

Às vezes apercebia-me de que estava a pensar em escrever, não por gosto, mas sim por querer cumprir o desafio. A questão é que, apesar de ser bom desfrutar de uma tarefa nova, não devemos permitir que esta se imponha à nossa diversão e à nossa saúde. Mais importante ainda: é necessário levar em conta que não há ninguém melhor que nós para estabelecer o nosso mínimo, reflectindo assim em que patamar estamos preparados para alcançar.

O das mil palavras parecia-me perfeito e consegui, inclusive, ultrapassá-lo na maioria das vezes; no entanto, como o quinto dia fora bastante cansativo a nível mental devido às minhas sucessivas tentativas de desenvolver um texto fluído, no sexto não tinha uma vontade tão enérgica de escrever, pois sentia que precisava de me desligar daquilo durante um tempo. Mais uma vez, lá para o fim consegui desenrascar alguma coisa com a pica novamente no auge; contudo, a meia noite chegou antes de que me pudesse salvar, ficando desta forma com 949 palavras. Mais um parágrafo e tinha-me safado. 

Aprendi que dedicarmo-nos ao de que gostamos é tão importante como reconhecer limites e apreciar a diversidade. Nem sempre estamos a 100% para dar o nosso melhor e não faz mal de quando em vez não ter disposição para aquilo, considerando que, enquanto seres humanos, possuímos gostos vários. Isso não faz de nós - neste caso escritores - obrigatoriamente preguiçosos ao contrário do que eu pensei de mim próprio naquele dia. 

A meta principal já foi alcançada. Ainda que o desafio já tenha acabado, tenho escrito todos os dias. Não necessariamente mil palavras, mas o que importa é não parar de exercitar o bichinho para que fique bem forte. 

Volto a insistir na sugestão de se inscreverem no The Write Practice. A equipa de lá está constantemente a trabalhar para nos ajudar, seja em que ocasião for. O Joe dava sempre óptimos conselhos nos «e-mails» que continham a ligação para submetermos a quantidade de palavras do dia. Vão por mim: vale mesmo a pena. 

 

25
Jan18

Porque Decidi Ser...? (1)

Olavo Rodrigues

BLOGUISTA:

 

Este blogue foi criado no dia 4 de Abril de 2015, logo de madrugada, à uma e tal da manhã. De facto, não percebo por que razão não me ocorreu criar este cantinho mais cedo - bem como o outro, que nasceu em Novembro do mesmo ano - dado que descobri a minha paixão pela escrita por volta de Setembro de 2010.
Na verdade, a ideia foi quase sugerida. Tinha visto algumas horas antes uma notícia sobre alguns bloguistas que tinham obtido uma estabilidade financeira a partir dos seus espaços digitais. Milhares de pessoas visitavam-nos sedentas de ler os seus conselhos e pensamentos sobre o quer que fosse: moda, vida pessoal, reflexões, entre outros. E eu percebi que também podia agarrar aquela oportunidade.
Antes de continuar, gostava de esclarecer que a fama e o dinheiro nunca foram os motores principais da minha produção escrita. Acreditem que se o que eu quisesse mesmo muito fosse enriquecer, teria tentado a minha sorte no YouTube, que é um mundo com muito mais adeptos.
Quem cria um blogue ou quer entrar noutra área do universo das palavras, não vai à procura de uma fortuna milionária. Pelo menos, este é o meu ponto de vista. Desejar e conseguir viver da escrita não é necessariamente a mesma coisa que nadar em dinheiro. É dificílimo ganhar o pão do mês escrevendo, quanto mais ficar podre de rico graças a isso.
Fama também não se tem muita de certeza, pois «ninguém liga» aos escritores. Quem capta a atenção das grandes massas são os actores, os futebolistas, os cantores e, mais recentemente, os youtubers.
Toda a gente sabe dizer o nome de um actor ou outro que tenha visto num filme, mas experimentem perguntar o/s do/s guionista/s. É bem provável que o vosso interlocutor não o saiba. E eu também não por muito que tente memorizá-lo quando começa a película, mas depois de a ver, a identidade do/s autor/es escapa-me.
Não obstante tudo isto, é importante ressaltar que nem todos os elementos dos grupos acima mencionados são ricos e famosos e que muitos deles são bons nos seus campos sem o foco do holofote. Hoje em dia existe o estigma de que os youtubers, por exemplo, são todos uns preguiçosos com falta de massa cinzenta, que querem ganhar a vida a fazer parvoíces vazias.
Não é inteiramente verdade, há youtubers de óptima qualidade que lutam com fervor pelo seu lugar e alguns já lá estão. Atribuir-lhes essa ideia de qualidade, bem como a qualquer outro tipo de entertainer, parte, claro, da óptica de cada um. Eu só disse que o YouTube é um bom sítio para enriquecer, uma vez que lá quase tudo pega com facilidade. Há canais de todos os géneros e mais alguns; contudo, não se conquista nada sem paixão nem dedicação genuínas, pelo que alguém que só se interesse pela futilidade de querer somente ser rico e famoso não chega muito longe. O público nota essa falsidade e desonestidade para com ele. Por muito palerma que o conteúdo de alguns entertainers seja, eles têm sucesso, porque demonstram paixão.
É precisamente isso que eu pretendo pôr nos meus textos, visto que ser bloguista se assemelha a ser escritor. É uma forma de publicar o nosso trabalho, exige um compromisso com os leitores e abre a porta para aquilo que imensos produtores da arte das letras ambicionam: receber dinheiro para escrever. Mas querermos esse sonho não é errado desde que definamos com sensatez quem queremos entreter: nós próprios e o público ou apenas o nosso ego?
Em suma, eu adoro ter blogues, porque são uma preparação para o salto com que sonho dar mais à frente na minha vida. Porém, mesmo que um dia esse desejo se concretize, os meus blogues nunca morrerão. Hoje em dia não quero outra coisa.
Já ouvi dizer que o mundo editorial pode ser bastante duro, portanto, aqui terei sempre dois cantinhos à minha espera para eu usar e abusar da minha liberdade de expressão como tenho feito até ao momento.
Porque escolhi o Sapo Blogs? Bem... calhou. Foi literalmente algo do estilo: «olha, vai este». E deixar o meu instinto decidir logo após ter pesquisado «blogs» no Google foi, sem dúvida, uma excelente escolha.
Adoro esta comunidade, pois é muito dinâmica e unida, dando-me a oportunidade de contactar pessoas incríveis e fascinantes. Para além disso, é o máximo que a equipa da plataforma esteja constantemente a esforçar-se para tornar esta biblioteca cibernética num espaço cada vez mais diversificado e cómodo.

 

 

 

 

 

 

 

 

Sim, sim, já acabou por agora. Passem cá no dia 31 de Fevereiro de -39, que há mais.

 

20
Jan18

Porque Escrevo?

Olavo Rodrigues

Porque escrevo?
Não lhe reconheço razão exacta,
Porque se não o fizer, não vale a pena ser na Terra
Nem em lado nenhum.

 

Sei que preciso tanto de escrever como de existir.
Qualquer outra criatura tem cinco sentidos para desenvolver
E o escriptor tem o sexto na ponta da caneta.

 

Tactear com as palavras é passar para um estado metaphysico,
Sem forma para se formar o que se quer.
Os pensamentos e as emoções saem do corpo terrestre
Para animarem outro no universo do outro lado do espelho,
Que tudo tem igual ao d'este, mas com muito mais intensidade.

 

Escrever é fallar sem ser interrompido,
É uma forma de estar sozinho,
É meditação e tansformação.
Não havendo desertos em branco para preencher,
Não é possível mais caminhos percorrer.
Um escriptor sem palavras é uma ave sem asas.

16
Ago17

Qual É a Vossa Palavra ou Expressão Preferida?

Olavo Rodrigues

Português - "levado/a da breca" - não sei porquê, mas a maneira como esta expresssão soa é cómica.

 

English - "mind blowing" - there is no better definition for anything that makes you feel that your mind has just been hit by an awesome idea or revelation whose effect is a huge explosion of amazement inside you. It replaces the old mindset with a brand new and better way of thinking.

 

Español - "¡es de puta madre!" - se dice esto cuando uno quiere exprimir que algo le agrada bastante. 
Me gusta mucho esta expresión, porque, además de ser divertida, muestra que los españoles tratan las palabrotas con la misma naturalidad que las otras palabras, lo que encuentro fenomenal.

 

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 Fonte da imagem: https://www.facebook.com/mytranslation/?hc_ref=ARTa2zULWHyCWfJioM4k5kc2XVs2A5mxrgx9uMJoScuyiYSc69V54bRzC68rBUHOpZ8&fref=nf&pnref=story

18
Jul17

Ocorreu-Me Hoje Que... (7)

Olavo Rodrigues

Porque é que a palavra "calções" é que tem o grau aumentativo se as calças são maiores? 
São enigmas, sem uma explicação óbvia como este, que me fazem ser um apaixonado pelo mundo das palavras, dado que, à semelhança das pessoas, têm todo o tipo de feitios e singularidades: as palavras são belas, estranhas, lógicas, misteriosas, descabidas, bruscas, doces, eruditas, divertidas, grandes, pequenas... humanas. Tudo ao mesmo tempo.

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