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Toca do Coelho

A mascar o pensamento à sombra calma da luz irrequieta.

Toca do Coelho

A mascar o pensamento à sombra calma da luz irrequieta.

04/07/18

Ocorreu-Me Hoje Que... (10)

por Olavo Rodrigues

Um dia... nem que fosse apenas por um dia, seria óptimo se pudéssemos viver como nas histórias de comédia e/ou de fantasia.
Por um dia tínhamos um mundo como o da Disney. Só para descontrair. Uma festa oficial como o Natal ou assim...

Tempo para cantar espontaneamente se o quiséssemos como acontece nos filmes ou, para nos disfarçarmos do que desejássemos, qual celebração de Carnaval. Esta seria a altura de ir disfarçado para o trabalho e de usar a imaginação com todo o seu potencial e esplendor. 

Um dia que, por fim, permitiria aos adultos esquecerem-se de que cresceram. De serem aquilo em que sempre sonharam tornar-se. 

 

 

 

 

 

 

 

 

08/09/16

A Minha Antiga Percepção do Mundo

por Olavo Rodrigues

Algum de vocês se lembra de como era o vosso entendimento do mundo quanto tinham à volta de três, quatro ou no máximo, cinco anos? No meu caso, ainda tenho algumas coisas no disco rígido, pois são dos poucos itens que não vão parar à reciclagem por acidente.

 

1) Lembro-me de querer procurar o fim do mundo. Achava bastante estranho fartar-me de andar e não ver nenhuma linha que delimitasse o fim da jornada, um sítio no qual a partir de um determinado ponto fosse tudo escuro. 

Acabei por descobrir que não havia fim do mundo nenhum, uma vez que vivemos num planeta e fiquei ainda mais surpreendido quando soube que toda a minha procura nunca tinha ultrapassado as fronteiras da região onde vivo. 

 

2) Desde muito pequeno, mesmo antes de aprender a ler e a escrever, que me deliciava a ver o Cartoon Network. Aliás, já o mencionei aqui. É engraçado pensar que naquela altura mal sabia falar português e que já estava em contacto com o inglês. Não percebia um boi, mas encantava-me! Os meus pais achavam particular piada à frase do velhote do programa Courage, the Cowardly Dog - stupid dog! E pediam-me para a repetir vezes sem conta.

Até hoje não percebo bem o que me levava a fazer esta associação, porém, o facto de haver um canal em Portugal absolutamente falado em inglês, fazia-me pensar que a Inglaterra estava mesmo ao pé do nosso país. Também pensava que tudo o que estivesse relacionado com a língua inglesa era britânico, não fazia a mínima ideia da existência dos Estados Unidos, da Austrália ou de outros países anglófonos além do ex-colonizador. 

Fiquei um pouco desiludido quando soube que afinal a nossa nação vizinha é Espanha, o que não durou muito, pois foi através do Doraemon que conheci a minha paixão pelo castelhano. 

 

3) Se havia coisa que me fazia espécie era nunca encontrar o cavalo no fundo do prato. Quando o meu avô materno me queria convencer a comer sopa, dizia-me que se o fizesse, encontraria um cavalo lindíssimo quando terminasse. Eu ficava mesmo confiante, acreditava com toda a certeza que ia ver um equídeo a galopar para fora do recipiente.

Tal não era a minha decepção assim que acabava de comer cheio de expectativas, e só via restos de sopa um pouco por todo prato, bem como o respectivo fundo que nem o desejado animal tinha desenhado.

 

4) Não importa o quão novos são os petizes, acho que é sempre necessária uma explicação para tudo. Na minha infância sempre que alguém dava um pontapé na gramática, eu e os meus amigos dizíamos com todo o ar que tínhamos nos pulmões: "eh! Ganda bico!". Isto era seguido pelo habitual aviso da minha mãe: "isso não se diz". 

Como nunca me foi concretamente explicado a maldade que eu proferia, eu continuava atirá-la com a maior inocência do mundo. No meu ponto de vista, um bico era uma parte do corpo de uma ave ou uma calinada. Não sei se foi devido a isto, mas a minha mãe nunca mais me escondeu nada... A não ser que fosse um assunto de gente crescida, claro. 

E que confusão me fazia não poder ser ao contrário também! 

 

Tive esta ideia de partilhar estas pequenas memórias, não só porque as acho divertidas, mas também por ser intrigante avaliar o que nos rodeia de uma perspectiva tão simples e variada. Era tão fixe a imaginação ser sem dúvida uma aliada do solo que pisávamos.

Como seria o máximo continuarmos a conseguir distorcer a realidade assim sem nenhum tipo de preocupação, sem que isso nos despertasse o receio de estarmos a cair na ilusão e a perder o juízo. Depois acordávamos, sim, contudo, devia ser um direito possuirmos alguns minutos para desaprender.

Eu às vezes gosto de olhar o horizonte e ignorar o que sei sobre o que não se vê, invento uma dimensão completamente diferente e penso como seria curioso se realmente assim fosse. 

Li n'O Mundo de Sofia que um/a filósofo/a nunca deixa de se espantar com o mundo, para ele/a não existe tal coisa como uma realidade formada, há sempre uma peça que não encaixa e que é passível de ser remodelada. Está na cara que não sou um filósofo, mas também eu não cesso de me fascinar. 

De momento, os três elementos infinitos da Existência que me ocorrem são o conhecimento, a imaginação e os números, que contam as hipóteses dos outros dois. 

 

 

 

 

21/03/16

A Minha Prancha Voadora

por Olavo Rodrigues

Ora viva! Recordam-se de na publicação anterior ter dito que quando tinha mais ou menos a idade do Estranhão, gostava de inventar coisas que ainda não existiam? Bom, na composição de preparação para o exame de Português do nono ano, escrevi sobre uma prancha voadora completamente «desenhada» por mim. Não sei se seria exequível segundo os cânones científicos, mas deixemos a imaginação fluir.

 

A prancha é metálica, mas não totalmente achatada, apenas o topo é plano para que seja possível assentar nele os pés. Neste devem existir ranhuras das quais saem argolas que sustentam o equilíbrio do/a utilizador/a, quando o/a mesmo/a empreender uma viagem a alta velocidade. Os intrumentos de auxílio são accionados por um comando de voz, o qual também orienta a velocidade, dando a possibilidade de a especificar. Em vez de dizer apenas: «pára», «acelera» e «abranda», quem usa a prancha pode também optar por: «mais/menos dez km/h», exemplificando.

Caso não haja pormenores, o objecto aumentará ou reduzirá cinco km/h.

O resto do corpo tem alguma altura de modo a acomodar espaço para fios, um motor, entre outros elementos necessários. As extremidades do objecto são bicudas por uma questão de facilidade de movimento rectilíneo. 

Há um detector electrónico de anomalias na superfície da prancha, que se revela em forma de barra. Esta, por sua vez, expõe com cores a gravidade da situação - amarelo/ligeiro, laranja/grave, encarnado/muito grave. Enquanto estiver verde, ninguém precisa de se preocupar. 

Assim que surge um inconveniente, um alarme trata de apitar. Se quisermos desligá-lo, só temos de pronunciar as seguintes palavras: «pára de apitar». 

O desempenho do meio de transporte é alimentado e determinado por recipentes esféricos de electricidade. Há doze compartimentos adequados à forma das esferas. Quantas mais esferas tiver uma prancha, mais velocidade e capacidade de altitude possui. 

Os recipentes devem ser carregados. O/a utilizador/a sabe que tem de os abastecer quando os ditos assinalarem pouca quantidade de energia numa barra electrónica dos 0 aos 100%.  

Para colocar um novo fornecedor de combustível, há que retirar a tampa aparafusada do respectivo espaço. 

 

 

 

 

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