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Toca do Coelho

Uma espécie de blogue/livro/coiso com espécies de texto.

Toca do Coelho

Uma espécie de blogue/livro/coiso com espécies de texto.

04
Jun19

Eh, Pá, Não Me Apetece!

Olavo Rodrigues

Para mim, um dos melhores conselhos para vencer a página em branco é escrever qualquer coisa. Qualquer coisa serve. Algo simples, espontâneo ou até mesmo aleatório como: "o porco escocês azul comeu o armário de morangos". O importante é desbloquear a fluidez, pondo o cérebro a carburar. Eu não publico regularmente há meses e, como tenho preguiça de ir buscar a minha lista de ideias, assim segue este texto ao sabor do vento: sem planeamento, sem um objectivo específico... talvez se transforme apenas no depósito de pensamentos que a vida não me permite descarregar tão amiúde como gostaria. 

O que contam vocês? Bem, só com um a falar é difícil ter uma conversa. Não estou com disposição para uma introspecção e também não quero falar da actualidade. Já há tanta gente a fazê-lo. Para quê mais um? Para quê nesta altura em que estou numa de dolce far niente?  Estou de férias e já me fartei de pesquisar para os meus trabalhos, por isso, vou cortar este impedimento à espontaneidade e deixar as grandes questões do nosso tempo a quem se interessa por elas agora. "Mas, Olavo, a actualidade é importante para sabermos com que linhas nos cosemos." Sem dúvida e não há nada a argumentar contra esse facto, mas se virmos bem, o mundo já sobreviveu a duas guerras mundiais - fora outras catástrofes de destruição massiva - portanto, só uns dias de folga da humanidade não devem fazer muita diferença. Além disso, se rebentar a Terceira Guerra Mundial ou outra desgraça com uma magnitude parecida, será impossível não saber dela. Ninguém cai numa cratera por não a ver. 

Assim sendo, que se dane a actualidade: a política, o futebol, os crimes (onde a política também se inclui), os parentes de 2019 da "Casa dos Segredos", entre tantos outros assuntos que geram incontáveis chatices. Acrescento que descansar não é só tirar férias da faculdade e do mundo, mas também de mim próprio. Eu que me dane! Ou melhor: parte de mim. Preciso da metade positiva e funcional, caso contrário, não usufruo do descanso nem deste texto. Dipenso, então, as instrospecções detalhadas e sem saída. Se estou a escrever algo sem rumo, que seja leve. Não seria justo da minha parte desejar descansar e depois bombardear-vos com tagarelice chata da mente. É possível que isto não seja muito mais interessante, mas ao menos não é nada de jeito, que é o que vem mesmo a calhar nas alturas em que abunda o tempo livre: cenas sem jeito nem maneira que não servem para rigoramente nada. Não são úteis nem educativas de forma alguma, porque se eu quisesse ser produtivo agora, não estava de férias. 

Só com palha já enchi quase uma página e vocês continuam a ler isto. Das duas, uma: ou estão muitíssimo entediados ou gostam mesmo de tagarelice sem pés nem cabeça. De qualquer maneira, sinto-me lisonjeado por preferirem esta divagação à omnipresente actualidade. Também estão de férias e adoptaram a minha filosofia, ou vieram à procura de entretém enquanto o marido se arranja, ou a esposa acaba de contemplar cada centímetro do maquinão novo? Eles podem demorar um bocado e eu não sei se consigo encher chouriços durante muito mais tempo. Desenrasco-me a inventar, mas calma lá.

Já experimentaram gritar: "a comida está pronta!"? Dão-lhes uma barra ou um jajão, como se diz hoje em dia. Talvez o seu apetite fale mais alto e ele largue o raio da maquilhagem e ela o maldito carro. Assim já podem parar de me aturar. Não, esqueçam. Não se dêem ao trabalho, não vale a pena. Dá tanta preguiça levantar o rabo da cadeira e de certeza que continuar à procura de parvoíces engraçadas na internet sabe muito melhor.

Enfim, já me cansei. Podia esforçar-me para arranjar uma conclusão decente e bem pensada, mas... eh, pá, não me apetece! 

25
Jan18

Porque Decidi Ser...? (1)

Olavo Rodrigues

BLOGUISTA:

 

Este blogue foi criado no dia 4 de Abril de 2015, logo de madrugada, à uma e tal da manhã. De facto, não percebo por que razão não me ocorreu criar este cantinho mais cedo - bem como o outro, que nasceu em Novembro do mesmo ano - dado que descobri a minha paixão pela escrita por volta de Setembro de 2010.
Na verdade, a ideia foi quase sugerida. Tinha visto algumas horas antes uma notícia sobre alguns bloguistas que tinham obtido uma estabilidade financeira a partir dos seus espaços digitais. Milhares de pessoas visitavam-nos sedentas de ler os seus conselhos e pensamentos sobre o quer que fosse: moda, vida pessoal, reflexões, entre outros. E eu percebi que também podia agarrar aquela oportunidade.
Antes de continuar, gostava de esclarecer que a fama e o dinheiro nunca foram os motores principais da minha produção escrita. Acreditem que se o que eu quisesse mesmo muito fosse enriquecer, teria tentado a minha sorte no YouTube, que é um mundo com muito mais adeptos.
Quem cria um blogue ou quer entrar noutra área do universo das palavras, não vai à procura de uma fortuna milionária. Pelo menos, este é o meu ponto de vista. Desejar e conseguir viver da escrita não é necessariamente a mesma coisa que nadar em dinheiro. É dificílimo ganhar o pão do mês escrevendo, quanto mais ficar podre de rico graças a isso.
Fama também não se tem muita de certeza, pois «ninguém liga» aos escritores. Quem capta a atenção das grandes massas são os actores, os futebolistas, os cantores e, mais recentemente, os youtubers.
Toda a gente sabe dizer o nome de um actor ou outro que tenha visto num filme, mas experimentem perguntar o/s do/s guionista/s. É bem provável que o vosso interlocutor não o saiba. E eu também não por muito que tente memorizá-lo quando começa a película, mas depois de a ver, a identidade do/s autor/es escapa-me.
Não obstante tudo isto, é importante ressaltar que nem todos os elementos dos grupos acima mencionados são ricos e famosos e que muitos deles são bons nos seus campos sem o foco do holofote. Hoje em dia existe o estigma de que os youtubers, por exemplo, são todos uns preguiçosos com falta de massa cinzenta, que querem ganhar a vida a fazer parvoíces vazias.
Não é inteiramente verdade, há youtubers de óptima qualidade que lutam com fervor pelo seu lugar e alguns já lá estão. Atribuir-lhes essa ideia de qualidade, bem como a qualquer outro tipo de entertainer, parte, claro, da óptica de cada um. Eu só disse que o YouTube é um bom sítio para enriquecer, uma vez que lá quase tudo pega com facilidade. Há canais de todos os géneros e mais alguns; contudo, não se conquista nada sem paixão nem dedicação genuínas, pelo que alguém que só se interesse pela futilidade de querer somente ser rico e famoso não chega muito longe. O público nota essa falsidade e desonestidade para com ele. Por muito palerma que o conteúdo de alguns entertainers seja, eles têm sucesso, porque demonstram paixão.
É precisamente isso que eu pretendo pôr nos meus textos, visto que ser bloguista se assemelha a ser escritor. É uma forma de publicar o nosso trabalho, exige um compromisso com os leitores e abre a porta para aquilo que imensos produtores da arte das letras ambicionam: receber dinheiro para escrever. Mas querermos esse sonho não é errado desde que definamos com sensatez quem queremos entreter: nós próprios e o público ou apenas o nosso ego?
Em suma, eu adoro ter blogues, porque são uma preparação para o salto com que sonho dar mais à frente na minha vida. Porém, mesmo que um dia esse desejo se concretize, os meus blogues nunca morrerão. Hoje em dia não quero outra coisa.
Já ouvi dizer que o mundo editorial pode ser bastante duro, portanto, aqui terei sempre dois cantinhos à minha espera para eu usar e abusar da minha liberdade de expressão como tenho feito até ao momento.
Porque escolhi o Sapo Blogs? Bem... calhou. Foi literalmente algo do estilo: «olha, vai este». E deixar o meu instinto decidir logo após ter pesquisado «blogs» no Google foi, sem dúvida, uma excelente escolha.
Adoro esta comunidade, pois é muito dinâmica e unida, dando-me a oportunidade de contactar pessoas incríveis e fascinantes. Para além disso, é o máximo que a equipa da plataforma esteja constantemente a esforçar-se para tornar esta biblioteca cibernética num espaço cada vez mais diversificado e cómodo.

 

 

 

 

 

 

 

 

Sim, sim, já acabou por agora. Passem cá no dia 31 de Fevereiro de -39, que há mais.

 

23
Jan18

O Estranho Observador

Olavo Rodrigues

Estou eu a olhar-me no espelho,
A ver-me como se não fosse eu,
O tipo mais estranho de quem recebo o conselho,
Que não está seguro do que he seu.

 

Parece egocentrico o observador fixado,
Mas só porque nunca se sente authentico,
Pois não vê mais que um Eu ficcionado.

 

Como he estranho e interessante ver-me como um tu.
Certamente, de onde aquelle veio, haverá sempre mais que um.
Nunca he o mesmo tipo com quem me encontro.
Todos os dias há um novo, cada vez mais distincto do outro.

 

He um comportamento narcisista este, que não pára.
Como he fascinante o desconhecimento desta ave rara.
He tão simples assim!
A analyse do tipo que não cessa de olhar para mim.

05
Nov17

Eu Nunca/Eu Já - Desafio

Olavo Rodrigues

Ora viva, bloguistas! Caramba, o meu editor de textos já estava cheio de pó e de teias de aranha! É, então, hora de reaquecer o motor e de o blogue estrear o mês de Novembro com um novo desafio. Devo esta honra ao Bruno, o autor do blogue O Fumo do meu cigarro, que me nomeou para partilhar o que Eu Nunca/Eu Já fiz. 

O desafio tem algumas regras. Ei-las:

1) Responder a todas as questões com eu nunca ou eu já.

2) A última pergunta deve ser respondida somente com sim ou não.

3) Colocar a imagem do desafio.

4) Referir quem vos nomeou.

5) Passar o desafio a, pelo menos, quatro pessoas.

(Eu, pessoalmente, vou considerar esta norma facultativa, pois embora o seu objectivo seja dar continuidade a esta brincadeira, eu prefiro deixá-la em aberto a quem quer que leia as minhas respostas e queira fazer uma versão sua. Parece-me mais giro e variado assim).  

 

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1 - Eu já fiz uma interrail: 

Eu nunca, mas não posso morrer sem o fazer. É um sonho tornado realidade para qualquer amante de línguas e culturas. Hei-de o adicionar à minha lista de objectivos.

 

2 - Eu já participei num concurso:

Eu já e, aliás, ainda está a decorrer. Decidi experimentar participar no 37º Campeonato de Escrita Criativa organizado por Pedro Chagas Freitas, o qual tem sido óptimo para puxar pela minha criatividade e conhecer melhor os meus limites no que diz respeito à obtenção de ideias, à gestão de tempo e à capacidade de adaptação, dado que só tenho direito a trezentas palavras por texto, sendo essa restrição muito penosa para mim, porque adoro escrever ao quilómetro. Obedecer ao tema também se revela difícil de vez em quando. 

 

3 - Eu já conheci a pessoa que mais admiro:

Eu adoraria saber responder apenas com o que me foi pedido, mas não consigo. É uma questão demasiado abstracta, pois, na minha óptica, é impossível escolher uma definição exacta para condizer com a pessoa que mais admiro. 

Eu só tenho vinte anos, pelo que ainda me restam dezenas de pessoas com quem me cruzar. E porque é que só pode ser uma? Além disso, há que ter em conta o facto de que cada ser humano tem tanto de bom como de mau, o que me leva a admirar os meus entes queridos por razões que diferem de uns para os outros. 

 

4 - Eu já caí na rua:

Eu já, algumas vezes, especialmente, de bicicleta. Eu sou um pouco desastrado por natureza, portanto, eu normalmente não caio, eu faço cair. 

 

5 - Eu já desmaiei:

Eu já, quando era mesmo muito pequeno, aliás, ainda nem sequer tinha entrado para a escola, creio. Não me recordo do objecto com que colidi, porém, sei que aconteceu porque, a minha mãe, a brincar, me deu um pontapé que supostamente devia ter-me acertado no rabo, mas que, de alguma maneira, acabou por me projectar contra qualquer coisa e, no instante a seguir, o mundo foi substituído por uma escuridão que surgiu muito levemente, como se tivesse sido anestesiado. 

 

6 - Eu já estive em coma alcoólico:

Eu nunca. Ah, não! Nem pensar nisso é bom. A moderação merece a mesma preocupação que levar o telemóvel, a carteira e as chaves. 

 

7 - Eu já experimentei drogas:

Eu nunca. Não me despertam a mínima curiosidade.

 

8 - Eu já me vinguei de alguém: 

Eu nunca.

 

9 - Eu já tive um acidente:

Eu já, mas não foi muito grave, pois, felizmente, ninguém se magoou. Uma vez fui com os meus avós visitar uns amigos deles ao Norte e o meu avô pediu o carro emprestado ao meu pai, no entanto, o problema era que não tinha muita experiência com carros, de maneira que, no regresso, bateu num poste, amolgando o capô e estragando o motor do veículo. 

 

10 - Eu já andei de avião: 

Eu já e é o meio de transporte mais fixe de sempre! Ou, pelo menos, da actualidade. Fico particularmente fascinado quando as nuvens parecem montes de algodão gigantes, dão uma vontade imensa e, quase irreprimível, de sair do avião a voar para as abraçar. Os únicos limites que acrescentam o quase são os factos de as janelas dos aviões não se abrirem, de não ser possível voar fora de um veículo preparado para tal e de as temperaturas no céu serem demasiado baixas para que qualquer humano sobreviva. 

A grande desvantagem de viajar neste magnífico meio de transporte é que se não tivermos ninguém com quem conversar, a viagem torna-se bastante entediante. 

 

11 - Eu já bebi demasiado:

Eu nunca nem pretendo que alguma vez suceda. 

 

12 - Eu já confundi uma pessoa com outra:

Eu já. Para mal dos meus pecados, acontece-me com muita frequência. Não só confundo pessoas, como também me esqueço delas, ou, melhor, não as reconheço. Eu sou óptimo a aprender nomes, mas péssimo a memorizar características físicas. Se eu só tiver visto a pessoa uma vez ou se só a encontrar esporadicamente e não tiver muito contacto com ela, então, acabará, certamente, por não assentar bem na minha memória. 

Contudo, tudo se torna mais fácil se eu souber o seu nome e a inserir num contexto, mas o primeiro é obrigatório, dado que às vezes não vou lá só pelo contexto... e também ajuda se o nome não for extremamente comum como aqueles que se encontram em cada esquina: João, Joana, Miguel, Patrícia, entre outros. Sim, eu sou mesmo bastante mau nisto, mas, à partida, conhecer a denominação do indivíduo (ou indivídua) é a melhor pista para mim. 

Outro inconveniente que ocorre é eu lembrar-me de como a pessoa se chama e de um contexto em que a tenha visto, mas não me recordar do seu aspecto, pelo que, de quando em vez, também preciso de uma descrição. 

É um dos defeitos de que menos gosto em mim, porque causa situações embaraçosas.

 

13 - Eu já me perdi numa cidade/num país estrangeiro:

Eu nunca, porque estive sempre acompanhado, mas não duvido de que me aconteça caso me apanhe sozinho nalguma ocasião. O meu sentido de orientação geográfica não é propriamente o melhor... 

 

14 - Eu já tive uma experiência paranormal:

Eu nunca.

 

15 - Eu já roubei: 

Não me orgulho nada de dizer isto, mas sim, eu já. Uma vez apenas quando era muito mais novo, no entanto, no preciso momento em que engoli aquele cubinho de fruta, senti-me a pior pessoa do mundo e jurei a mim mesmo que nunca na vida voltaria a fazer algo tão horrível. Eu tê-lo-ia logo devolvido com o maior gosto, porém, o problema era ser comida...

 Até o sabor do doce ficou diferente. Não há dúvida de que a pior castigadora é a nossa consciência. Eu que o diga, pois custou-me imenso escrever estas linhas...

 

16 - Eu já apaguei uma publicação do Facebook por ter poucos gostos:

Eu nunca. 

:

17 - Eu já traí alguém:

Eu nunca.

 

18 - Eu já disse que ia deixar de falar com alguém que me magoou, mas não o fiz:

Eu nunca ameacei ninguém de que ia deixar de lhe falar. 

 

19 - Respondi com sinceridade a todos os pontos: 

Sim. 

16
Ago17

Vinte e Cinco Factos sobre Mim

Olavo Rodrigues

Vi um desafio parecido no YouTube já há muito tempo, no entanto, em vez de 25, na plataforma audiovisual são 50. Diverti-me imenso a ver os meus youtubers preferidos a fazê-lo e, já que não produzo vídeos, decidi escrever a minha versão. Gostei bastante, mas 50 é um número muito elevado, pelo que, se conseguir lembrar-me de mais 25 factos sobre mim, registá-los-ei aqui de certeza. 

 

1 - Só aprendi a andar de bicicleta aos onze anos;                                                           

2 - Prometi a mim mesmo que não morrerei sem aprender japonês;

3 - Prometi a mim mesmo que nunca me drogarei, fumarei ou ficarei bêbado;

4 - Tenho dois tipos de caligrafia completamente diferentes. Um assemelha-se àquele estilo de escrita elaborado que aprendemos na Primária e o segundo tem um aspecto mais computorizado e é parecido com o tipo de letra usado para o slogan do blogue;

5 - A minha letra foi horrível até ao oitavo ano. Era de tal maneira feia que, quando um professor meu a viu, exclamou em alto e bom som: mas o que é isto, pá?!;

6 - Quando era muito pequeno, quase bebé, fiz uma birra por causa de uma bola do Sporting. Ironicamente, nunca gostei de futebol;

7 - Lembro-me do momento em que aprendi a andar, com um ano de idade. Contei o que aconteceu à minha mãe e ela confirmou a descrição;

8 - Quando estava a dar os ossos na Primária, a minha professora, em vez de comprar um esqueleto falso, pedia-me para levantar a camisola à frente da turma. 

9 - Só comecei a gostar de Filosofia quando deixei de ter a disciplina. Foi o livro O Mundo de Sofia que despertou o meu interesse;

10 - Dizia que não gostava de Filosofia só porque não a percebia. A nota mais alta que alguma vez tirei num teste foi um sete;

11 - Por uma razão que me ultrapassa, detesto amendoins, mas adoro manteiga de amendoim;

12 - Eu já sonhei ser pasteleiro. Aquando da entrada no Secundário cheguei mesmo a ficar indeciso entre Línguas e Humanidades e o curso de doçaria. Felizmente, fui para Letras.  O que me motivava a querer ser pasteleiro era o programa Cake Boss, no qual se confeccionavam bolos surrealmente bonitos;

13 - Até há pouco tempo, sempre que tentava arrumar o quarto, passava uma grande parte do tempo a ler, visto que me perdia quando chegava a parte de limpar o pó da minha estante.  

14 - O meu primeiro trabalho de escrita criativa é um texto inacabado semelhante a um guião de teatro, mas sem didascálias referentes a um palco; 

15 - Antes de querer escrever livros, sonhava ser guionista de cinema e de séries;

16 - Já cheguei a querer tornar-me num desenhador de BD mesmo sem ter talento nenhum para desenhar;

17 - Quando nasci o meu cabelo parecia-se com o do Son Goku; 

18 - Quando era bebé detestava mamar e, com apenas alguns dias de vida, retirei, com as minhas próprias mãos, o biberão que uma enfermeira estava a dar-me;

19 - Vi O Rei Leão tantas vezes, que quase estraguei a cassete;

20 - Com vinte anos no lombo continuo a adorar músicas de desenhos animados e de séries para adolescentes, pois acho que um número significativo delas tem uma qualidade lírica equivalente à de alguns artistas conceituados. Outras oiço só porque sou uma criança grande;

21 - Sempre fui doido por peluches! Só não tenho mais, porque os meus pais começaram a dizer-me que já era demasiado crescido para isso;

22 - Nunca fui um grande adepto de carros, contudo, uma das minhas coisas preferidas na infância era uma almofada em forma de carro;

23 - Quando estava na Escola Básica, chamavam-me Harry Potter, dado que as características da minha cara, aliadas a óculos circulares, me faziam parecer Daniel Radcliffe. Não gostava muito da alcunha, pois não sentia nenhuma ligação ao Harry Potter. Só recentemente é que comecei a mergulhar no mundo fantasíaco de J. K. Rowling;

24 - Eu já sonhei criar o meu próprio idioma;

25 - Quando estava no oitavo ano, criei um alfabeto que só eu entendia, mas servia para escrever em português; 

 

Para concluir, desafio a Andreia Moreira, a autora do blogue Pill of Words, o Bruno de O fumo do meu cigarro, o David Fernandes de Palavras Com História e Melhor Amiga Procura-se a dizer também alguns factos sobre eles. Gostava de frisar que acho que não deve haver um número obrigatório, dado que cada um tem o direito de escolher o quanto deseja revelar acerca de si. 

 

 

 

 

08
Fev17

Vamos Conhecer-Nos Melhor? - Desafio

Olavo Rodrigues

Ora viva, bloguistas! Devo esta honra ao Bruno do blogue "O fumo do meu cigarro" a quem agradeço imenso por me ter nomeado. É com muito prazer que exponho um pouco mais de mim, pois o objectivo da blogosfera não é somente a expressão pessoal, mas sim também a partilha. Melhor rede social que esta ainda está para ser inventada. 

 

1. Nome do meio?

Costa com um "da" antes.

 

2. Cor favorita?

Vermelho-vivo.

 

3. Primeiro melhor amigo?

O meu tio,que tem a minha idade. Conheci-o com três anos e é praticamente um irmão para mim, só errámos mesmo no grau de parentesco.

 

4. Gatos ou cães?

Cães, sem sombra de dúvida. Não tenho nada contra os gatos, mas não consigo resistir à fofura de um cão a pedir-me festas. 

 

5. Momento mais divertido do Secundário?

Esta é uma pergunta dificílima que dá muita volta à carola, mas escolho o primeiro que me veio à cabeça: uma vez dois colegas meus fizeram uma apresentação sobre o Salazar e um deles foi disfarçado do ditador, honrando-lhe a fama com uma excelente representação. 

 

6. Bebida favorita?

Sangria.

 

7. Perfume favorito?

Não tenho. 

 

8. Pedido do Starbucks?

Não frequento. 

 

9. Livro favorito?

"O Diário de um Banana". Comecei a lê-lo quando tinha cerca de doze anos e hoje em dia tenho 19, mas nunca fui desiludido pelo autor da colecção (Jeff Kinney). São gargalhadas garantidas. 

 

10. "Youtubers" favoritos?

Cá estão eles por ordem alfabética: BP (Bruno Pinho), Helfimed (Hélder Filipe Medeiros), Felipe Neto e Môce dum Cabréste (Dário Guerreiro).

 

11. Filme favorito?

"Charlie e a Fábrica de Chocolate". 

 

12. Como descrever o meu estilo de roupa?

Simples e bonito.

 

13. Memória favorita de infância?

Neste caso também vou escolher o que me ocorreu primeiro: às vezes o meu avô materno dava-me explicações quando eu andava na Primária e uma coisa que eu sempre admirei nele é a sua capacidade de expressão. Os gestos, as expressões faciais, as palavras... Tudo! Era simplesmente mágico! E guardarei estas recordações com muito carinho para o resto da minha vida. 

 

14. Apple ou Samsung?

Não conheço nenhuma das marcas.

 

15. Série favorita?

"A Teoria do Big Bang" sem qualquer hesitação. Humor inteligente de alta qualidade e acima de tudo, uma sensação de identificação com algumas características de certas personagens. 

 

Para dar continuidade a este tão intrigante desafio, eu nomeio a Andreia do blogue "O meu poema" e Melhor Amiga Procura-se.

 

 

 

 

 

04
Abr15

Introdução

Olavo Rodrigues

Tal e qual como a maioria das pessoas que visita este sítio, a minha paixão é escrever. Normalmente, sou mais dado aos textos literários, no entanto, a escrita é uma ferramenta multifuncional, por isso, decidi usá-la para registar também outro tipo de pensamentos. Pensamentos esses que ficarão guardados neste meu precioso baú de nome "Toca do Coelho".

E porquê este nome? A utilização da metáfora reside exactamente no que você está a pensar - "Alice no País das Maravilhas". Contudo, não foi a minha admiração pelos grandes êxitos da Disney que me conduziu até ao título, mas sim a complexidade espectacular da mente humana. A mesma é um monte de fios dificílimo de desenmaranhar ou um poço tão ou mais fundo que o buraco onde Alice cai, um lugar extremamente bizarro, mas interessante ao mesmo nível.

E assim fica introduzido um blogue sem tema fixo. Isto é simplesmente o armário da minha cabeça desarrumada, onde posso colocar organizada e calmamente tudo o que me intriga, desilude, irrita ou fascina.

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