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Toca do Coelho

A mascar o pensamento à sombra calma da luz irrequieta.

Toca do Coelho

A mascar o pensamento à sombra calma da luz irrequieta.

12/06/18

Da Eutanásia

Eu sei que a decisão sobre a eutanásia foi tomada já há algum tempo, mas eu tenho de pôr isto cá fora: 

Apesar de haver dois lados opostos quanto à mesma (eu sou a favor), o que me revolta na pura acepção do termo é que meia dúzia de gatos pingados no parlamento achem que podem decidir, sem o nosso consentimento, sobre um assunto desta natureza. Quem é que eles pensam que são para impor o quer que seja às vidas que não lhes pertencem, ao povo como um todo, que deve fazer uso da vontade própria que lhe tem sido retirada pouco a pouco? Uma prova clara disso é precisamente este tema. 
Quem tem direito a gerir a vida de alguém é a própria pessoa e, num momento como este, em que se debate acerca da vida do POVO, nós devíamos ter uma palavra a dizer.

30/01/18

Sete Dias Consecutivos de Escrita - The Write Practice

The Write Practice  é um sítio fundado por Joe Bunting, o qual é um escritor que criou esta mina de ouro para qualquer amante das palavras que, deseje brotar no mundo editorial com qualidade, ao mesmo tempo que melhora as suas competências. De vez em quando surgem palestras via internet, no sítio há 1716 artigos e exercícios sobre escrita criativa e a comunidade é bastante unida, dado que os seus membros estão constantemente a apoiar-se de forma mútua ao publicar textos seus e ao receber opiniões dos outros membros sobre os mesmos. 

Já li alguns artigos e já assisti a uma palestra e devo dizer que estou bastante satisfeito, portanto, recomendo-vos vivamente que dêem lá um saltinho! Ainda que não queiram tornar-se em escritores profissionais, podem sempre aprender imenso e melhorar o vosso trabalho na mesma. 

Na semana passada houve um desafio proposto a todos os onze milhões de membros da comunidade: durante uma semana era necessário escrever, no mínimo, mil palavras. Podíamos escrever o quer que nos ocorresse: um capítulo de um livro, um conto, um poema, um evento da vida real, entre outros. Tínhamos era de chegar às mil palavras. Eu cá, que adoro desafiar-me sobretudo em relação à escrita, aceitei o repto de imediato.

No início foi, de facto, difícil, pois não estava habituado a escrever tanto por dia e, muito menos, por semana. Contudo, a sensação que retirava de todas as vezes que me sentava à secretária, fosse para redigir no papel ou no computador, era magnífica, entusiasmante e tão libertadora! A vontade de me envolver na minha criação e de me deliciar com ela estava mais activa do que nunca e, quanto mais escrevia, mais queria continuar, porque a adrenalina também alimentava a paixão.  

Com o tempo foi sendo cada vez menos cansativo atingir o mínimo proposto pelo desafio, o que provava que o objectivo deste - forjar um hábito de escrita sólido e produtivo - estava a ser atingido. Só falhei um dia e, mesmo assim, quase lá cheguei. É tão triste morrer na praia! 

Embora tenha faltado ao compromisso uma vez, aprendi uma boa lição. Naquele dia o entusiasmo tinha caído um pouco; isto porque no dia anterior havia tido um bloqueio horrível durante a maior parte do tempo e só havia desemburrado mais para o fim. Tal deixou-me algo ansioso, estado que tenho de começar a evitar nestas situações, dado que é suposto divertir-me e não ficar afectado de maneira negativa por elas. 

Às vezes apercebia-me de que estava a pensar em escrever, não por gosto, mas sim por querer cumprir o desafio. A questão é que, apesar de ser bom desfrutar de uma tarefa nova, não devemos permitir que esta se imponha à nossa diversão e à nossa saúde. Mais importante ainda: é necessário levar em conta que não há ninguém melhor que nós para estabelecer o nosso mínimo, reflectindo assim em que patamar estamos preparados para alcançar.

O das mil palavras parecia-me perfeito e consegui, inclusive, ultrapassá-lo na maioria das vezes; no entanto, como o quinto dia fora bastante cansativo a nível mental devido às minhas sucessivas tentativas de desenvolver um texto fluído, no sexto não tinha uma vontade tão enérgica de escrever, pois sentia que precisava de me desligar daquilo durante um tempo. Mais uma vez, lá para o fim consegui desenrascar alguma coisa com a pica novamente no auge; contudo, a meia noite chegou antes de que me pudesse salvar, ficando desta forma com 949 palavras. Mais um parágrafo e tinha-me safado. 

Aprendi que dedicarmo-nos ao de que gostamos é tão importante como reconhecer limites e apreciar a diversidade. Nem sempre estamos a 100% para dar o nosso melhor e não faz mal de quando em vez não ter disposição para aquilo, considerando que, enquanto seres humanos, possuímos gostos vários. Isso não faz de nós - neste caso escritores - obrigatoriamente preguiçosos ao contrário do que eu pensei de mim próprio naquele dia. 

A meta principal já foi alcançada. Ainda que o desafio já tenha acabado, tenho escrito todos os dias. Não necessariamente mil palavras, mas o que importa é não parar de exercitar o bichinho para que fique bem forte. 

Volto a insistir na sugestão de se inscreverem no The Write Practice. A equipa de lá está constantemente a trabalhar para nos ajudar, seja em que ocasião for. O Joe dava sempre óptimos conselhos nos «e-mails» que continham a ligação para submetermos a quantidade de palavras do dia. Vão por mim: vale mesmo a pena. 

 

25/01/18

Porque Decidi Ser...? (1)

BLOGUISTA:

 

Este blogue foi criado no dia 4 de Abril de 2015, logo de madrugada, à uma e tal da manhã. De facto, não percebo por que razão não me ocorreu criar este cantinho mais cedo - bem como o outro, que nasceu em Novembro do mesmo ano - dado que descobri a minha paixão pela escrita por volta de Setembro de 2010.
Na verdade, a ideia foi quase sugerida. Tinha visto algumas horas antes uma notícia sobre alguns bloguistas que tinham obtido uma estabilidade financeira a partir dos seus espaços digitais. Milhares de pessoas visitavam-nos sedentas de ler os seus conselhos e pensamentos sobre o quer que fosse: moda, vida pessoal, reflexões, entre outros. E eu percebi que também podia agarrar aquela oportunidade.
Antes de continuar, gostava de esclarecer que a fama e o dinheiro nunca foram os motores principais da minha produção escrita. Acreditem que se o que eu quisesse mesmo muito fosse enriquecer, teria tentado a minha sorte no YouTube, que é um mundo com muito mais adeptos.
Quem cria um blogue ou quer entrar noutra área do universo das palavras, não vai à procura de uma fortuna milionária. Pelo menos, este é o meu ponto de vista. Desejar e conseguir viver da escrita não é necessariamente a mesma coisa que nadar em dinheiro. É dificílimo ganhar o pão do mês escrevendo, quanto mais ficar podre de rico graças a isso.
Fama também não se tem muita de certeza, pois «ninguém liga» aos escritores. Quem capta a atenção das grandes massas são os actores, os futebolistas, os cantores e, mais recentemente, os youtubers.
Toda a gente sabe dizer o nome de um actor ou outro que tenha visto num filme, mas experimentem perguntar o/s do/s guionista/s. É bem provável que o vosso interlocutor não o saiba. E eu também não por muito que tente memorizá-lo quando começa a película, mas depois de a ver, a identidade do/s autor/es escapa-me.
Não obstante tudo isto, é importante ressaltar que nem todos os elementos dos grupos acima mencionados são ricos e famosos e que muitos deles são bons nos seus campos sem o foco do holofote. Hoje em dia existe o estigma de que os youtubers, por exemplo, são todos uns preguiçosos com falta de massa cinzenta, que querem ganhar a vida a fazer parvoíces vazias.
Não é inteiramente verdade, há youtubers de óptima qualidade que lutam com fervor pelo seu lugar e alguns já lá estão. Atribuir-lhes essa ideia de qualidade, bem como a qualquer outro tipo de entertainer, parte, claro, da óptica de cada um. Eu só disse que o YouTube é um bom sítio para enriquecer, uma vez que lá quase tudo pega com facilidade. Há canais de todos os géneros e mais alguns; contudo, não se conquista nada sem paixão nem dedicação genuínas, pelo que alguém que só se interesse pela futilidade de querer somente ser rico e famoso não chega muito longe. O público nota essa falsidade e desonestidade para com ele. Por muito palerma que o conteúdo de alguns entertainers seja, eles têm sucesso, porque demonstram paixão.
É precisamente isso que eu pretendo pôr nos meus textos, visto que ser bloguista se assemelha a ser escritor. É uma forma de publicar o nosso trabalho, exige um compromisso com os leitores e abre a porta para aquilo que imensos produtores da arte das letras ambicionam: receber dinheiro para escrever. Mas querermos esse sonho não é errado desde que definamos com sensatez quem queremos entreter: nós próprios e o público ou apenas o nosso ego?
Em suma, eu adoro ter blogues, porque são uma preparação para o salto com que sonho dar mais à frente na minha vida. Porém, mesmo que um dia esse desejo se concretize, os meus blogues nunca morrerão. Hoje em dia não quero outra coisa.
Já ouvi dizer que o mundo editorial pode ser bastante duro, portanto, aqui terei sempre dois cantinhos à minha espera para eu usar e abusar da minha liberdade de expressão como tenho feito até ao momento.
Porque escolhi o Sapo Blogs? Bem... calhou. Foi literalmente algo do estilo: «olha, vai este». E deixar o meu instinto decidir logo após ter pesquisado «blogs» no Google foi, sem dúvida, uma excelente escolha.
Adoro esta comunidade, pois é muito dinâmica e unida, dando-me a oportunidade de contactar pessoas incríveis e fascinantes. Para além disso, é o máximo que a equipa da plataforma esteja constantemente a esforçar-se para tornar esta biblioteca cibernética num espaço cada vez mais diversificado e cómodo.

 

 

 

 

 

 

 

 

Sim, sim, já acabou por agora. Passem cá no dia 31 de Fevereiro de -39, que há mais.

 

22/01/18

O Preço de Ser Conceituado

Ontem estava eu a sonhar com a possibilidade de um dia vir a ser um bloguista ou um escritor conceituado e, o mais importante de tudo, inspirador. No entanto, logo a seguir ocorreu-me o lado negro dessa realidade, pois nesse patamar  tudo é muito mais impessoal.

Quando pensamos em alguém cujo trabalho é admirado, lembramo-nos de como deve ser incrível a sensação de imensas pessoas dizerem-nos que as fazemos sentir melhor à nossa maneira, nem que seja por breves momentos, mas a realidade mais triste é que, dificilmente, o autor conseguirá agradecer-lhes bem, com o mesmo carinho, com toda a atenção que os fãs merecem. 

Isto porque se estivermos a falar de alguém com uma quantidade de seguidores verdadeiramente colossal, percebemos que é impossível, para qualquer ser humano, entrar em contacto com milhares ou com milhões de admiradores individualmente. Tal deixa a sua marca de frustração. Pelo menos, eu sentir-me-ia assim. 

Num espaço pequeno como esta plataforma de blogues é mais fácil, uma vez que, de acordo com o que eu tenho testemunhado, os comentários dos grandes blogues nunca passam da casa das dezenas, permitindo assim ao autor manter uma troca de ideias agradável e estimulante com quem o segue.

Isso é o máximo! Há lá melhor coisa que ter uma interacção mais directa com as pessoas em causa? Dizer-lhes: «agradeço-te imenso por me apoiares tanto. Acompanhares-me significa mesmo muito para mim e cada comentário teu ajuda-me a crescer mais um pouco. Eh, pá, a sério, obrigado.»

Como o entretenimento audiovisual tem mais adeptos, esta conversa não é possível quando se trata dos youtubers da ribalta. O Felipe Neto, por exemplo, recebe, de quando em vez, presentes dos seus fãs, os quais são dotados de uma criatividade extraordinária. É um prazer enorme ver do que é que excelentes mentes escondidas se lembram para agradar ao seu ídolo. E para além de agradecer, com intensidade, todo o apoio que recebe sempre que alcança uma nova conquista, esta estrela da internet também faz questão de mostrar uma profunda gratidão pelas prendas. 

No entanto, o Felipe Neto não faz a mais pálida ideia de quem lhe enviou aquilo e embora a sua gratidão seja talvez sincera, eu creio que o desconhecimento da pessoa por trás daquele acto de carinho torna a situação mais impessoal e, portanto, também mais fria. Normalmente - agora abrangendo todas as grandes celebridades - estes influnciadores agradecem a um colectivo, pois não podem, através das câmaras, ser omniconscientes e ter noção de quem é cada indivíduo que os segue.

Aqui também é comum não termos uma ideia exacta de quem são os nossos subscritores; porém, só o facto de se apresentarem num número muito menor e de termos mais capacidade para assimilar os seus nome e fotografia - ainda que o primeiro possa ser falso e que quiçá o segundo nem sequer tenha características humanas - já fornece outro sabor à interacção com eles, outra profundidade. Eu defendo que este privilégio deve ser bastante valorizado. 

No fundo, quase podemos dizer que o YouTube, por exemplo, é uma espécie de metrópole gigante como Nova Iorque onde os habitantes estão muito ocupados com a sua vida para terem conversas menos impessoais com a pessoa ao lado e que o Sapo Blogs é - não bem uma aldeia - mas sim uma pequena vila mais familiar, apesar de também existir alguma impessoalidade. 

Há mais desvantagens em ser imensamente conceituado, tais como alguns fãs sem noção dos limites descobrirem o número de telemóvel do seu ídolo e ligarem-lhe. Imagino que seja deveras estranho atender alguém que nos adora, mas que nós não conhecemos e que possui o nosso contacto telefónico sem a nossa permissão. Outra dor de cabeça causa a imprensa - cor-de-rosa ou não - que corre atrás dos famosos mal os mesmos dão um passo. 

Mas este já é o tópico da falta de privacidade, que não é o protagonista desta crónica. 

Enfim, não é possível ter o melhor de dois mundos. 

 

 

26/06/17

O Cavalheirismo (Imposto) na Actualidade

O cavalheirismo sempre foi um conjunto de convenções sociais que levam os homens a adoptar determinadas atitudes de gentileza para com as mulheres como uma forma de demonstrar educação, afecto e gosto em agradar à pessoa de quem gostam. Assim como as mulheres tinham e ainda têm obrigações sociais, as regras do cavalheirismo eram as dos homens. 

No entanto, os tempos mudaram e as superficialidades sociais, felizmente, têm vindo a cair. Os direitos de cada género têm-se aproximado cada vez mais, o que para o gáudio dos progressistas é uma excelente notícia. Como é do conhecimento geral, o movimento que tem providenciado esta evolução de mentalidade é o feminismo, ao qual, hoje em dia, aderem mulheres e homens. Mas o que quer dizer ser feminista? Na minha percepção significa defender a igualdade absoluta entre os dois sexos, continuando deste modo a erradicar formas de pensar antiquadas e, é precisamente acerca deste tópico, que quero escrever. 

Já tinha abordado um tema relacionado com o machismo, mas agora é a vez do seu antónimo cujo nome não sei, já que "feminismo" é a definição do movimento progressista. 

Eu concordo com a existência do cavalheirismo desde que não seja imposto. Do meu ponto de vista, há uma diferença entre o cavalheirismo e a subjugação. Vamos a um exemplo:

Há uns dias estava a jogar Habbo, um jogo de convívio virtual, e encontrava-me na companhia de uma rapariga. De repente, ela disse-me:

- Tenho sede. - Não me ocorreu nada melhor e mais acertado para lhe responder que:

- Bebe água. - Frustrada, atirou:

- Eu esperava que você fosse pegar para mim, mas já vi que não você não é um cavalheiro. Tchau! - E foi-se embora.

Num jogo virtual é tudo muito teatral sem dúvida, contudo, estou em crer que esta atitude pode ser transposta para a vida real, visto que existem mulheres que pensam assim, que acham que os homens devem certas mordomias ao sexo femininio por uma pura e simples questão de educação da parte deles. Todavia, se se prega que ambos os sexos têm os mesmos direitos e as mesmas obrigações perante a lei, bem como em relação um ao outro, então, alguns hábitos do sexo masculino que agradam às mulheres não deviam deixar de ser praticados enquanto obrigações?

Aquela rapariga quase me disse: "tu deves-me esse favor pelo simples facto de eu ser uma senhora". Se eu tivesse acedido ao que ela queria sem hesitar, na minha mais sincera opinião, não estaria a ser educado, mas sim demasiado submisso. Só estaria a ser simpático se eu tivesse ido buscar água para mim (embora virtual) e lhe tivesse levado um copo também. Se bem que perguntar-lhe se o desejava seria ainda mais adequado. 

Uma das normas do cavalheirismo imposto que menos me faz sentido é a que dita que os homens devem pagar a conta das refeições. Não concebo que uma pessoa acredite que alguém é obrigado a oferecer-lhe algo. Porque haverá de ser assim? Quando alguém dá um presente, fá-lo decerto por iniciativa própria e não porque o/a receptor/a lho exigiu.

O mesmo raciocínio pode ser aplicado no contexto do cavalheirismo. O homem não deve nada à mulher e, ainda para mais, apenas por ser uma mulher, portanto, esperar que ele pague a conta não é um apelo à sua boa educação, mas sim um acto de egoísmo

O que a meu ver é correcto e, isso sim, é o homem oferecer a refeição somente porque o seu coração lhe diz que quer fazê-lo, porque adora a pessoa com quem está a partilhá-la, porque nada o poria mais contente que arrancar-lhe um sorriso com esse gesto de amabilidade. Pretender parecer bem socialmente só vai aumentar a sua ansiedade no encontro e provocar-lhe um sentimento de culpa, caso não consiga cobrir todo o gasto. 

O único motivo para se dar o quer que seja tem de ser o de gostar de agradar. Deve-se pagar uma refeição a uma companheira romântica com a mesma disposição com que se paga a um amigo ou a um familiar. Isto é que é cavalheirismo genuíno e contra tal não tenho nada a argumentar, muito pelo contrário. 

Aliás, defendo também que se um homem nunca quiser pagar nada, que se não fizer o mínimo esforço para mostrar alguma simpatia (não necessariamente material) e não mimar a parceira de vez em quando, então, provavelmente, não falhará apenas no que diz respeito ao cavalheirismo, mas também no campo emocional, fazendo a mulher sofrer com certeza. 

Eu tenho noção de que o grosso do sexo feminino não pensa desta forma, pois, afortunadamente, as mentalidades estão a evoluir. Hoje em dia já existe de tudo, incluindo pessoas do sexo feminino a pagar as contas por completo ou a meias, o que não está nada mal. Corrijam-me, por favor, se estiver equivocado, contudo, há até mulheres que se sentem ofendidas quando se lhes oferece a sua parte da conta coberta, dado que o interpretam como uma insinuação de que dependem do dinheiro do homem. 

 Ainda assim, achei relevante escrever acerca deste tema, visto que, como em todos os movimentos, o feminismo tem bons e maus seguidores. Há mesmo extremistas que pretendem a submissão total do sexo masculino. No caso aqui descrito, não se chega tão longe. Não penso de todo que as mulheres que crêem que é responsabilidade do homem pagar a conta sejam, obrigatoriamente, tiranas sem consideração, porém, se há uma mudança de mentalidade a decorrer, há que aceitar tudo o que a mesma envolve. 

30/04/17

Este Prazo de Validade já Acabou

Gostava de fazer um apelo à consciência dos jovens da minha idade, pois este é um problema que, na minha mais sincera opinião, não faz qualquer sentido existir em pleno século XXI. Creio que não é nada correcto que, sendo nós a geração do futuro, continuemos a rotular as mulheres ou, neste caso, as raparigas, de "putas" com base na quantidade de parceiros que estas têm.
Digo isto porque tenho noção de que a exploração da sexualidade entre alguns miúdos como nós ou, mesmo mais novos, tem sido um pouco descontrolada, dado que estamos na era da informação abundante, do fim do sexo enquanto tabu e na libertação feminina no que diz respeito ao tópico deste texto. Tal descontrolo pode dever-se à simples actividade desenfreada das hormonas, à falta de cuidado ou mesmo à ausência de controlo parental, no entanto, apesar de concordar em pleno com a tentativa de resolução deste problema, há algo que simplesmente não consigo compreender: porque são sempre as mulheres o alvo?
Não é raro encontrar publicações no Facebook que exponham este tipo de conteúdo:
1) "Hoje em dia, as miúdas de treze anos só querem abrir as pernas, mas quando eu tinha a mesma idade só pensava em que Power Ranger gostava de ser".
2) "Se as putas voassem, a minha escola era um aeroporto".
3) "Tu tens 18 anos e vês o "Spongebob"? Pára de ser infantil! Tu tens treze anos e já andas assim vestida? Fecha as pernas!".
Os exemplos são inúmeros.
A questão é: se não são apenas as raparigas que têm este tipo de desejos sexuais, porque é que quase nunca vejo uma referência ao sexo masculino nestas publicações?
Os rapazes da mesma idade são tão irresponsáveis quanto elas. Infelizmente, ainda há quem engravide outras crianças e as deixe com um rebento nos braços para criarem sem uma das figuras mais essenciais, o que por sinal, é também abordado.
É tão normal e aceitável ter curiosidade em pô-lo no meio das pernas como em abri-las. Se isso não é bem gerido, não somos nós, os terceiros, que temos de o comentar. Não nos diz respeito, pura e simplesmente.
Porque há-de nos incomodar com quantos rapazes uma determinada rapariga se envolveu durante a semana? Se formos uma pessoa amiga muito próxima, então sim, num gesto de preocupação, podemos alertá-la para a banalização de uma necessidade tão importante como o sexo, contudo, caso contrário, de nada serve opinar. Quanto muito, se a dita rapariga souber do que é apelidada, isso só a deitará abaixo em vez de a incentivar a melhorar. Se as raparigas são marias-vão-com-todos por se deitarem com metade da escola, não o são também os rapazes que cometem o mesmo erro? Assim sendo, porque é que não são tão comentados?
Em suma, eu gostava de revelar a minha total discórdia em relação a adjectivos como: "puta", "vadia", "galdéria", entre outros. Eu já tive a mesma mentalidade, mas apercebi-me de que é bastante errada, quer para o sexo feminino, quer para as pessoas que se encontram na situação descrita.
Estamos em 2017, porém, a opressão sobre a sexualidade feminina, embora esteja mais fraca, continua a exercer uma força significativa antiquada. À semelhança do homem, a mulher tem o direito de explorar a sua sexualidade com QUEM quiser, bem como QUANDO e com QUANTOS parceiros quiser. É errado? Não sei, não me cabe a mim decidir.
Por esta razão, peço que se pare com a disseminação de palavras odiosas, pois as mesmas não têm nada de SAUDÁVEL para oferecer.

04/03/17

História sem Palavras

Não precisando do peso ancorado de pensar,

Apanho a leveza instantânea do sentir, 

Que é pura e amorfa, 

Sempre pronta a contar a verdade de mentir. 

 

A história sem palavras é a que veio para vingar, 

Partilha a imaginação de igual maneira

Sem obrigar o receptor, faminto de brincadeira, 

A aceitar a verdade do contador. 

 

As palavras aqui não importam, 

Estragam o sabor com a sua arrogância de saber,

Assim, o deserto branco murcha

Sem desfrutar do que é viver. 

 

Ora viva, bloguistas! Dedico este poema a uma música de infância que traz com ela todo um rolo de memórias. Ao contrário das minhas preferências habituais, esta não tem uma única palavra, mas a melodia revela toda a poeticidade desejada. É uma combinação perfeita de alegria, tristeza e calma - quase a mistura completa dos ingredientes que compõem as vidas de cada um - e é exactamente assim que eu a encaro: como o resumo de uma vida. 

Encontrei-a há muitos anos num videojogo multijogador de nome RuneScape. A música em questão chama-se "Newbie Melody" e fazia (ou faz, não tenho a certeza) parte do grupo de melodias que iam passando para dar ambiente. No entanto, eu sempre senti muito mais que isso em relação a esta música em particular.

Tentarei não abusar das palavras, pois como já referi acima, creio que causam um efeito prejudicial neste caso. É como se a narrativa começasse com uma personagem bastante cansada, mas ao mesmo tempo com uma calma invejável, uma vez que sabe perfeitamente que as lutas exaustivas são essenciais ao crescimento pessoal. A meio, o ritmo muda para um registo mais mexido, indicando uma fase boa que subsistituiu a má anterior, contudo, entretanto, o/a protagonista cai abruptamente outra vez e o ciclo recomeça. 

A música termina de uma maneira relaxante como se o/a herói/ína estivesse a ver as últimas réstias de luz e fechasse por fim os olhos com uma paz interior abundante e a sensação gratificante de um dever cumprido. 

No fundo, é perfeitamente aplicável ao conceito de ser novo no jogo: muito para descobrir, muito bicho para enfrentar, progredir e algumas surpresas desagradáveis como morrer e ressuscitar sem nenhum dos itens caríssimos que tanto custaram obter.  

Gostei muito de saborear uma nova experiência musical apesar de só ter começado a dar-lhe tanto valor uns bons dez anos depois da minha primeira personagem do RuneScape. 

Se estiverem interessados, por favor, deixem a vossa interpretação nos comentários. 

 

 

 

 

 

 

 

 

14/01/17

O Voo das Palavras (1)

Nesta publicação começa uma rubrica relacionada com a minha paixão pela arte da palavra em todas as suas formas. Todas as minhas artes preferidas são regidas por este ainda tão misterioso fenómeno que é a linguagem humana: literatura, cinema, música e teatro serão os protagonistas destas reflexões, que em paralelo com a vida real, incendeiam a minha imaginação e coração. 

Hoje trago ao blogue "High School Musical 2". Pronto, eu percebo que uma possível primeira ideia que se tem quando se ouve ou lê este título não é a de um filme da mais alta qualidade filosófica, que antes de se ter tornado numa grande produção da Disney, habitou a mente turbulenta, mas extremamente rica de um génio. 

É comercial? É, sem dúvida: muitas carinhas larocas no elenco (mas isso faz sempre parte da estratégia de venda), existem muitos clichês românticos, o que se reflecte bastante nas músicas e as próprias personagens são também elas algo baseadas em banalidades mais do que gastas como o basquetebolista popular, a vilã que tem uma paixoneta por esse mesmo basquetebolista e que está disposta a acabar com meio mundo para o conseguir, e do nada, surge a rapariga angelical que sem querer rapta o coração do herói e se apaixona por ele, destruindo assim os planos da antagonista. O único apoio da mesma é então o seu fiel subjugado que vai ganhando força para a enfrentar ao longo da triologia. 

Troy Bolton (Zac Efron), Gabriella Montez (Vanessa Hudgens), Sharpay Evans (Ashley Tisdale) e Ryan Evans (Lucas Grabeel) apresentam-se, portanto, como as figuras centrais de um enredo que foi desenhado essencialmente para agradar ao público adolescente... Mas! Não sei se sou apenas eu, no entanto, não é só isso que sinto quando vejo "High School Musical 2". Já vi os três filmes, mas este, o segundo, é especial. Não me lembro muito bem dos outros, mas recordo-me perfeitamente de que assisti ao número dois vezes sem conta, às vezes, quem sabe, mais que uma vez por dia! Os meus pais já estavam pelos cabelos! Bom, também devo confessar que estava na idade "certa" quando descobri o quanto adorava o filme, não devia ter mais que treze ou catorze anos.

Ao ver "High School Musical 2", eu percepciono a tradução cinematográfica da adolescência no seu expoente máximo: muitas alegrias, todo um mundo novo a erradiar expectativas e sem se estar à espera, a perda do controlo acontece, acabando com o plano de sonhos. 

O futuro! Essa divisão secreta e trancada por uma porta que nunca dá com a língua nos dentes até a altura certa chegar. Limita-se a olhar inexpressivamente para as nossas caras confusas, ansiosas e expectantes. Têm de trabalhar arduamente para a efrentar porque ninguém vai dar nada de mão beijada àqueles putos do Secundário. A faculdade está quase à porta, por isso, um emprego de Verão parece a ideia perfeita. 

Sharpay tinha tudo planeado e estava a correr-lhe às mil maravilhas... Porém, não contava com os amigos basquetebolistas de Troy e quando descobriu que Gabriella havia sido contratada para vigiar a piscina do clube, quase lhe deu um treco. Por sinal, todos os outros ficaram igualmente surpresos ao descobrirem que os pais de Sharpay e Ryan eram donos de um clube tão caro. 

Troy consegue subir na vida, contudo, não exactamente como tinha planeado primeiro. O que fazer? Escolher o sucesso ou os amigos? Uuuui! Aí é que a porta torce o rabo! Há lá pior dilema para um jovem que ser obrigado a tomar uma decisão tão complicada, considerando que ainda mal saiu da fase de usar fraldas? A canção Bet on It ilustra na perfeição o que se passa na cabeça tempestuosa de um adolescente com regularidade. 

Mais que as incertezas e as desavenças com os outros e com o interior das próprias personagens, a triologia High School Musical em geral é alegria e positivismo no seu melhor. Eu não aconselho a que se use os clichês em demasia, mas acredito que são sempre necessários e que uma história ou música sem eles já fica sem metade do gozo. Esta colecção de filmes com especial destaque para o segundo é, sem sombra de dúvida, o reflexo pleno da minha opinião: as músicas, embora joguem muito com o amor e a amizade, ficam no ouvido num instante, sou capaz de passar um dia inteiro a cantá-las. 

São autênticas bombas de energia positiva! E não é isso que se quer também de uma história ou de uma canção? Que nos deixe a pensar e que faça o nosso coração palpitar de alegria? Somente dois ou três minutos de vozes e melodias sincronizadas são suficientes para nos fazerem sorrir com mais facilidade no nosso dia-a-dia, é espantoso! O poder da palavra não tem limites!

Mais! A colecção High School Musical fornece  a combinação perfeita de notas musicais, cores vibrantes e actores para que toda a experiência se torne inesquecível! Há que reconhecer que o elenco foi muito bem escolhido, pois eu creio que a mestria da arte é alcançada quando se é capaz de ultrapassar os olhos do alvo e tocar-lhe na alma. 

Os filmes essencialmente românticos por norma aborrecem-me, gosto de que o amor seja um complemento e não o tópico principal do enredo, no entanto, esta triologia é sem sombra de dúvida uma excepção à regra. A minha canção preferida é You Are the Music in Me e céus! O romance de qualidade respira-se! A letra é de uma poeticidade soberba, bem como todo o ambiente que se cria à volta dela e a interacção dos actores... Aquilo não é representação, é magia!

Nota-se um brilho especial nos olhos e na linguagem corporal de cada um, o que denuncia que eles aparentam estar de facto apaixonados, a sentir a música e o amor a fluir-lhes no fundo da essência. E talvez estivessem mesmo, ouvi dizer que Zac Efron e Vanessa Hudgens namoraram. Todos os gestos que fazem são pura poesia, ora verifiquem-no por vocês mesmos:

 

Este tema surge de novo mais para a frente no filme, mas para grande desgosto meu, não posso mostar-vos esse momento, visto que vos revelaria demasiado. Todavia, é a meu ver a cena cinematográfica mais romântica de sempre ou pelo menos da história da Disney. 

Concluindo, eu gostava de dizer que High School Musical 2 significa muito para mim devido ao facto de ter o melhor dos dois mundos: consegue aproveitar toda a beleza das banalidades e mesmo assim apresentar um lado profundo e realista com o qual imensas pessoas se identificam ou já se identificaram. 

 

Informações adicionais sobre o objecto de crítica:

Datas de lançamento: 20/1/2006; 17/8/2007; 24/10/2008;

Realização:Kenny Ortega;

Argumento: Peter Barsocchini;

Elenco principal: Zac Efron; Vanessa Hudgens; Ashley Tisdale; Lucas Grabeel; Corbin Bleu; Monique Coleman; Oleysha Rulin;

Filmes relacionados: High School Musical - El Desafío (filmes da Argentina e do México - 17/7/2008 e 24/8/2008); High School Musical - O Desafio (Brasil - 5/2/2010); Sharpay's Adventure (19/4/2011);

Colecção de Livros: High School Musical - Stories from/Histórias de East High (16/1/2007-21/7/2009 - 14 volumes);

 

 

 

04/01/17

A Língua Portuguesa É Machista

Tropecei nesta reflexão já há algum tempo. Eu sou a favor da igualdade de todos os tipos de seres humanos e intriga-me que esta característica do nosso idioma, à diferença da outras, não se adapte aos tempos modernos. Talvez seja por ninguém a achar muito importante, mas eu pelo menos gostava de lhe oferecer a minha atenção. Vamos a um exemplo:

 

Eles foram feitos um para o outro.

 

É sabido que a língua portuguesa tem dois géneros, porém, perante a necessidade de se juntarem, a união não acontece, mas sim a absorção do feminino pelo masculino ou então a eleição do segundo para representar o geral da humanidade. A cortesia comercial costuma ser uma boa demonstração disto: "é bom tê-lo por cá". 

Outra situação com o mesmo problema, embora de natureza política e não linguística, é a ordem dos apelidos na identificação das pessoas. Primeiro o nome da mãe e depois o do pai de modo a ter continuidade ao longo do maior número de gerações possível. 

Em Espanha funciona ao contrário, contudo, o objectivo não é beneficiar o sexo feminino. Se esta regra fosse aplicada em Portugal, eu assinaria "Olavo Rodrigues" na mesma, porque seria suposto criar uma maior proximidade entre o meu primeiro nome e o apelido do meu pai. 

Então, como solucionar estes pequenos inconvenientes? Inverter as posições está fora de questão, pois cometer-se-ia o mesmo erro de uma maneira diferente. 

Eu sugiro que tudo se baseie no sexo de cada pessoa. Se um novo ser humano nascer rapaz, creio que se deve manter a forma antiga, no entanto, se for uma rapariga, por que não passar o apelido da mãe para o último lugar? Ou para o meio, depende do país. 

Tal poderia resultar na questão dos nomes de família, porém, apesar de ser eu o inventor desta solução, penso que o campo linguístico ficaria um pouco estranho. Ouvir alguém do género oposto ao meu referir-se a mim e a outra pessoa do mesmo sexo que o seu no feminino, surpreender-me-ia sem dúvida, mas quem sabe? Talvez fosse somente uma questão de hábito. 

Conceber um terceiro género é também uma opção, todavia, tenho para mim que não resultaria. As pessoas não costumam reagir bem a alterações artificiais no seu idioma. O Novo Acordo Ortográfico é o melhor exemplo que me ocorre. 

O que é que vocês acham? Crêem que nos devemos focar em aspectos mais importantes em relação à igualdade de sexos e pôr estes de parte? Pensam que isto é simplesmente irrelevante ou que é de facto possível investir energia em tudo? 

A mim as coisas pequenas fascinam-me. Deparar-me com elas é como andar na praia e encontrar uma concha lindíssima, que tendo estado escondida entre as muitas outras, se destacou graças ao seu brilho único. 

05/04/15

Língua Portuguesa

"A minha pátria é a Língua Portuguesa" - sábias palavras de Fernando Pessoa ou de Bernardo Soares, mais concretamente. O idioma português é claramente difícil e matreiro, no entanto, possui também uma riqueza gramatical e lexical fantástica que lhe proporciona uma beleza única.

Não obstante, esta maravilha do mundo linguístico perde força a cada dia que passa... Por causa dos seus próprios falantes. A quantidade de empréstimos que adquirimos é colossal! Com isto não quero dizer que sou contra as línguas estrangeiras, muito pelo contrário, adoro-as, contudo, é-me impossível abandonar a minha portugalidade e por esta razã,o venho aqui reflectir sobre tal assunto.

De tempos em tempos, o idioma dominante muda. Antes era o francês, agora é o inglês e daqui a umas dezenas ou centenas de anos será quase de certeza o mandarim. Esta presente adesão à cultura anglo-saxónica deve-se aos filmes, videojogos, Internet, entre outros, e o impacto atinge sobretudo os jovens, que têm tendência para misturar o seu idioma materno com o anglófono, coisa que não me soa lá muito bem. E não se contentam só com o que é adoptado - "ele é "dumb", "o gajo farta-se de dizer cenas bué "random", "oh my God, não acredito que foste capaz".

A meu ver, é uma situação desagradável, pois a juventude é o futuro e tal como tudo o resto, o tema principal deste texto está nas suas mãos. No entanto, embora as palavras estrangeiras abundem na linguagem dos jovens, também existem na dos adultos. Repare o/a prezado/a leitor/a que neste preciso sítio, há a opção de fazer um "post" e não uma publicação. Assim é difícil manter a força do nosso fantástico idioma.

A minha grande questão é: o que é que as outras línguas têm que a nossa não tem? Aos poucos e poucos e eu acredito profundamente que é o que vai acontecer - o português irá desaparecer assim como os outros idiomas, restando apenas um. Não afirmo que será o inglês, pois ainda há muitas voltas a dar. É algo que não podemos deixar que aconteça.

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