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Toca do Coelho

A mascar o pensamento à sombra calma da luz irrequieta.

Toca do Coelho

A mascar o pensamento à sombra calma da luz irrequieta.

25/11/15

Sem Letras, Jamais!

Eu não escrevo porque gosto da luz,
Mas sim por necessitar de iluminar o mistério escondido na minha escuridão.
Eu uso a escrita como se fosse uma extensão de mim.
Eu escrevo porque sim.

 

Preciso de esvaziar o armário cheio para dar uso às vestes consumidas pelo pó,
Para esvaziar o contentor radioactivo que por vezes está a um fio de rebentar
E de infestar tudo com malefícios sedentários.

 

O meu sentido mais apurado são as letras.
São radares que captam cores que só os olhos da alma contemplam.
Quando olho para as minhas letras só vejo beleza.
É irmã da maquilhagem, faz milagres.
(Raios partam a maquilhagem! Não é natural como as letras!)

 

Tiram-me as letras, tiram-me um órgão vital.
Admito, estou enamorado pelo encanto infindável da sua velha juventude.
Não há fechadura que lhes resista, certo?
Quem sabe dançar com a linguagem, baila com o mundo.
Por que é que o meu diário haveria de ser uma excepção?

 

Eu adoro as letras, eu vivo-as.
Qual café que precisa de açúcar,
Eu preciso de letras.
O meu sabor não é nada de jeito sem elas,
Nem vale a pena tentarem.

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