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Toca do Coelho

A mascar o pensamento à sombra calma da luz irrequieta.

Toca do Coelho

A mascar o pensamento à sombra calma da luz irrequieta.

03/04/16

O Cinema Português

Esta temática é um pouco controversa e para os amantes da pátria como eu, uma facada no coração da alma. Dentre as incontáveis qualidades do nosso país, a maior parte da população exclui o cinema dessa lista.

Afirma-se amiúde que os enredos são deveras entediantes, por vezes a qualidade da representação deixa a desejar e existe o facto de que não temos capacidade monetária para sustentar efeitos especiais. É um ponto fraco nosso, há que admiti-lo. 

Segundo relatos recentes, tem melhorado, porém, ainda não atingiu o calibre desejado, ainda há muito que trabalhar. O que podemos nós, o público português, fazer para contribuir? Ver mais filmes portugueses. Vê-los, mas não apenas por serem portugueses, o que proponho na verdade, é o benefício da dúvida. 

Imaginemos que o/ prezado/a leitor/a vai ao cinema e em exibição encontram-se como sempre, filmes americanos vários. No entanto, se reparar num ou dois portugueses, pode optar por dar-lhes uma oportunidade ou manter a escolha estrangeira inicial. Caso opte pela segunda hipótese, não exclua totalmente as produções nacionais - assista ao filme que lhe despertou a curiosidade primeiramente, mas em casa, por que não experimentar algo diferente? Se não gostar, desista, porém, desista daquele filme em particular e mantenha a mente aberta para outros, há-de encontrar um outro que lhe agrade. 

O propósito desta publicação é incitar o interesse dos portugueses em melhorar o seu próprio país. Possuímos óptima comida, óptima música, óptimo teatro e tantas outras coisas neste nível, mas não o cinema. Este por sua vez, não tem de ser obrigatoriamente óptimo, mas por que não minimamente bom? Os defeitos existem para ser aprimorados. 

Quantos mais filmes nacionais procurarmos, mais probabilidades temos de encontrar os bons e quantos mais bons virmos, mais gostaremos do que é nosso. Esta bola de neve motivará como nunca os argumentistas a investir em histórias interessantes e talvez, com tudo isto, uma réstia de esperança ilumine o rosto do cinema português. 

Eu próprio admito que os filmes nacionais que vi podem contar-se pelos dedos, mas quero mudar e dar uma nova oportunidade a Portugal. Felizmente, tive sorte e gostei de todos aqueles a que assisti. É um bom começo. Que venham mais bem qualificados. 

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