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Toca do Coelho

A mascar o pensamento à sombra calma da luz irrequieta.

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18/04/16

O Acordo Ortográfico de 1990 (2)

Nos primórdios deste blogue, comentei este assunto que tanta polémica tem gerado. (http://escritormascaradotocadocoelho.blogs.sapo.pt/o-acordo-ortografico-de-1990-1290)

Confesso com a maior franqueza que sou um grande troca-tintas no que diz respeito ao mesmo. 

Já discordei, concordei, voltei a discordar, a concordância levou a sua avante novamente e agora existe um impasse. A verdade é que ambos os sistemas ortográficos possuem virtudes e incoerências.

No caso do mais recente, uma das maiores é o facto de haver cortes desnecessários na acentuação de palavras como «pára/para». (Peço desculpa pelo erro que anteriormente aqui comparecia. Ao contrário do que eu afirmava, «cágado» não perdeu o seu acento).

Enfim, em relação ao de 1945, também temos este problema, embora não torne as palavras confusas. Vejamos o exemplo de «pêra/pera» - por que era este vocábulo acentuado e outros como «pena» e «cera», não? O «e» também se encontra fechado. 

A principal razão que me leva a abordar o presente tema pela segunda vez não é participar a minha posição face à reforma ortográfica, pois como já se verificou, não é nenhuma. Aquilo a que eu realmente dou valor é poder expressar-me em português. E é precisamente este aspecto que me preocupa. 

Reparem os prezados leitores que uma mudança desta dimensão altera a conjuntura do nosso idioma, mas a absorção exacerbada de estrangeirismos (abordada aqui), modifica a estrutura, o que é muitíssimo mais relevante. Sinceramente, não me importaria de voltar ao sistema profundamente etimológico anterior a 1911, desde que a essência da língua portuguesa permanecesse o mais pura possível. 

Os protestos contra a Reforma Ortográfica de 1990 são tantos, que a sua oficialização foi adiada para 2016, todavia, por que não há tantos acerca do atentado ao nosso vocabulário que perdura há séculos? 

A nova grafia mostra-se bizarra aos olhos de quem não a aprendeu de raiz, mas ao menos convive com a língua portuguesa. 

 

 

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