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Toca do Coelho

A mascar o pensamento à sombra calma da luz irrequieta.

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01/05/15

O Acordo Ortográfico de 1990

Chegou 2015 e o prazo de transição para a nova ortografia acabou. O Novo Acordo Ortográfico é um assunto bastante polémico. Trouxe ao de cima o patriotismo, a recusa de mudar e também a frustração. Quanto aos outros países lusófonos não sei, mas em Portugal o que mais custa a engolir é principalmente a aproximação linguística do Brasil. Depois também há um conjunto de regras que aos olhos de muitos não fazem sentido. Estão no seu direito. Eu pessoalmente, estou de acordo com o facto de a mais recente reforma do nosso idioma, alterar para pior a sua estética.

Contudo, não ponho em causa a maior parte das decisões dos especialistas, porque simplesmente não percebo nada da sua área. Ponho em causa, isso sim, o ponto de vista maioritário dos portugueses. É verdade, gosto da existência do Novo Acordo Ortográfico.

Segundo dizem, a diferença de ortografia que havia entre o Brasil e o resto do mundo lusófono era um obstáculo à projeção internacional da língua portuguesa. Segundo dizem! Como isto passa pela política, nunca se sabe. De qualquer maneira, independentemente de ser o motivo sincero dos entendidos ou não, eu acho que devemos colaborar. Quando idealizamos o nosso idioma, temos de vê-lo como algo que não nos pertence unicamente a nós, mas sim a todo o seu tipo de falantes. Se fosse implantada a ortografia portuguesa no Brasil, a sua eficácia seria barrada pela pronúncia abismalmente diferente do povo do país em questão.

Além do mais, o Novo Acordo Ortográfico também pretende aproximar o português falado do escrito. Penso que ter uma ortografia mais fonética é essencial à melhor utilização da mesma. Não só é mais prático para quem aprende a escrever, como também a continuação do uso é mais simples. Considerava um ato de egoísmo da parte dos linguistas quererem que o sistema ortográfico contivesse características etimológicas. Para eles era mais fácil aprendê-las, pois estudam o passado da língua, no entanto, para outro tipo de cidadão, a situação tornava-se mais complicada.

A aceitação de mudanças sempre foi algo de difícil lidação para os portugueses. Quando a primeira reforma linguística surgiu em 1911, também foi recebida com grande desagrado. A presente está a passar pelo mesmo, porém, é só uma questão de hábito. Proponho um "sim" dito em alto e bom som à evolução do nosso magnífico idioma.

PS: Apesar do meu apoio, não concordo com a desigualdade de cedências (Portugal cedeu 56% da sua ortografia original e o Brasil só abdicou de 43). Entra também na minha área de discórdia a queda dos acentos essenciais de palavras como "pára".

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