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Toca do Coelho

Um espaço para o meu apetite omnívoro.

Toca do Coelho

Um espaço para o meu apetite omnívoro.

05.Abr.15

Língua Portuguesa

"A minha pátria é a Língua Portuguesa" - sábias palavras de Fernando Pessoa ou de Bernardo Soares, mais concretamente. O idioma português é claramente difícil e matreiro, no entanto, possui também uma riqueza gramatical e lexical fantástica que lhe proporciona uma beleza única.

Não obstante, esta maravilha do mundo linguístico perde força a cada dia que passa... Por causa dos seus próprios falantes. A quantidade de empréstimos que adquirimos é colossal! Com isto não quero dizer que sou contra as línguas estrangeiras, muito pelo contrário, adoro-as, contudo, é-me impossível abandonar a minha portugalidade e por esta razã,o venho aqui reflectir sobre tal assunto.

De tempos em tempos, o idioma dominante muda. Antes era o francês, agora é o inglês e daqui a umas dezenas ou centenas de anos será quase de certeza o mandarim. Esta presente adesão à cultura anglo-saxónica deve-se aos filmes, videojogos, Internet, entre outros, e o impacto atinge sobretudo os jovens, que têm tendência para misturar o seu idioma materno com o anglófono, coisa que não me soa lá muito bem. E não se contentam só com o que é adoptado - "ele é "dumb", "o gajo farta-se de dizer cenas bué "random", "oh my God, não acredito que foste capaz".

A meu ver, é uma situação desagradável, pois a juventude é o futuro e tal como tudo o resto, o tema principal deste texto está nas suas mãos. No entanto, embora as palavras estrangeiras abundem na linguagem dos jovens, também existem na dos adultos. Repare o/a prezado/a leitor/a que neste preciso sítio, há a opção de fazer um "post" e não uma publicação. Assim é difícil manter a força do nosso fantástico idioma.

A minha grande questão é: o que é que as outras línguas têm que a nossa não tem? Aos poucos e poucos e eu acredito profundamente que é o que vai acontecer - o português irá desaparecer assim como os outros idiomas, restando apenas um. Não afirmo que será o inglês, pois ainda há muitas voltas a dar. É algo que não podemos deixar que aconteça.