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Toca do Coelho

Uma espécie de blogue/livro/coiso com espécies de texto.

Toca do Coelho

Uma espécie de blogue/livro/coiso com espécies de texto.

06.Out.19

Memória Eidética

Olavo Rodrigues
Se há coisa em que sou óptimo é esquecer. Não há dia em que não fique preocupado com a possibilidade de ter perdido alguma coisa. De vez em quando, chego a ter um mini ataque cardíaco, especialmente quando não sei da carteira – que já perdi duas ou três vezes – e acabo por constatar que estava apenas um pouco mais bem escondida no bolso ou guardada na mochila. No entanto, umas vezes para bem e outras para mal, o meu cérebro tem uma capacidade de preservar memórias inúteis (...)
26.Set.19

Isto Já É Muita Fruta!

Olavo Rodrigues
A fruta tem cores e a palavra línguas. A fruta tem sabor e a palavra pronúncia. A fruta tem corpo e a palavra essência.  Quer se goste mais ou menos de cada uma,  Precisamos delas para evitar a enfermidade, Sejam de que tipo forem, Essa é a verdade.   
23.Ago.19

Bem Sentado

Olavo Rodrigues
Estou sentado à janela no preciso momento Em que monto estes versos, Mimado pelo sol, Que, embrulhada na luz, Me oferece alegria de viver ao corpo.   É no Vale dos Sonhos que vivo as maiores aventuras De tipos tão variados e numerosos quanto as partículas de luz Que relevam a genuinidade destas palavras.   Eu gosto daquele lugar Estou seguro mesmo quando estou em perigo E é tão bom saber que,  Afinal,  Não preciso de pagar pelas melhores viagens.   Mas hoje é (...)
06.Jun.19

É Verão!

Olavo Rodrigues
Eu cá, quando for grande Quero continuar a ter férias grandes.  Acabam depressa e são de aproveitar.    É Verão. Por onde começar? Passas o dia na praia Com as gaivotas a cantar Enquanto se reza para que o castelo de areia não caia.  Sentes o beijo das ondas a tocar-te nos pés Que te chama para brincar na liberdade do reino de Neptuno.  Lavas-te entre risos e molhadelas geladas de lés a lés Até contemplares o sorriso do céu nocturno.    Há tanto tempo que (...)
04.Jun.19

Eh, Pá, Não Me Apetece!

Olavo Rodrigues
Para mim, um dos melhores conselhos para vencer a página em branco é escrever qualquer coisa. Qualquer coisa serve. Algo simples, espontâneo ou até mesmo aleatório como: "o porco escocês azul comeu o armário de morangos". O importante é desbloquear a fluidez, pondo o cérebro a carburar. Eu não publico regularmente há meses e, como tenho preguiça de ir buscar a minha lista de ideias, assim segue este texto ao sabor do vento: sem planeamento, sem um objectivo específico... (...)
18.Jan.19

Clichês

Olavo Rodrigues
Ah, os clichês! A típica história de amor entre duas alma-gémeas inseparáveis ou a amizade de aço de dois grandes amigos. O triunfo do bem sobre o mal, a atracção dos opostos, entre outros. Mesmo que estes modelos se repitam bastante na arte de tecer histórias, nunca são dispensáveis. A histórias não são o mesmo sem, pelo menos, um deles. Clichês em demasia são enfadonhos e tornam o enredo previsível; contudo, a ausência destes retira às histórias a razão pela qual o (...)
03.Ago.18

Falhas da Língua Portuguesa (3)

Olavo Rodrigues
Porque se diz "manchar" para imprimir uma mancha e "desmanchar" para separar partes de alguma coisa? A primeira palavra podia querer dizer "juntar" ou "montar" ou a segunda "tirar manchas".