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Toca do Coelho

A mascar o pensamento à sombra calma da luz irrequieta.

Toca do Coelho

A mascar o pensamento à sombra calma da luz irrequieta.

30/11/15

O Amor É um Parasita Adorado

por Olavo Rodrigues

Este gajo encontra-se quase em todo o lado - sai da boca das pessoas, invade os livros, os filmes, as músicas e depois de muito bater, a maré fura os corações... E dificilmente de lá sai. Como se não bastasse, tem a mania de que é gente.

A casa não é dele, mas ai de quem desobedeça às suas regras. Ao menos é dotado da mais pura honestidade e não faz cerimónias. 

Alimenta-se do que nós sentimos, por isso, se ficarmos muito tempo sem mexer uma palha, chora como um bebé a dizer que tem fome. Chora baba e ranho, faz birras de partir os vidros, como também a nossa essência... No fundo, apesar de ser um chato do pior, a sua verdadeira intenção é mostrar-nos o quanto nos quer ver bem.

Mas para isso tens de te mexer! Diz ele todo sabichão. Se calhar até tem razão, mas vá-se lá compreender os génios. Enfim, por muito que refilemos, a verdade é que detestamos viver sem o tirano.

É o único parasita do mundo que é adorado.

30/11/15

Tudo Resumido ao Amor

por Olavo Rodrigues

O amor, a maior maravilha da alma,

Tem várias formas.

Não há ninguém que saia impune

Quando infringe as suas rígidas normas.

 

Em contraste com tal rigidez, 

Há a parte almofadada e cómoda,

Que carece de acidez

E que se for verdadeira,

Não é nómada.

 

Amar é um prazer como outro qualquer.

Tem a vantagem de se poder dar e receber sem ganhar diabetes,

Nunca sabes com quem te metes, 

Seja homem ou mulher.

 

Amigos, não tenham medo de amar:

O/a companheiro/a,

A família,

Os amigos.

 

O amor é teimoso, ansioso, 

Às vezes ciumento

E age como um jumento,

Mas não encontram nada mais caridoso.

Não encontram nada mais gratificante

Ou cintilante.

 

O amor atrai amor,

O amor cura a dor,

O amor é o mundo.

 

Não há que ter medo de amar,

Ele fere, mas também sabe sarar... Muito bem!

Não receiem sacá-lo do fundo,

Porque coração sem amor,

É insuportavelmente imundo.

 

26/11/15

A Nossa Magna Pátria Lusitana

por Olavo Rodrigues

O sangue lusitano fervente corre-me nas veias,
Dividem-no quase a meias,
O verde e o vermelho.

 

Ah, pátria, símbolo de força,
Sou o teu orgulhoso descendente
E sempre adorarei o hino com nome de moça.

 

Foste debilitada pelos teus próprios tutores,
Mas na minha memória um fantasma nunca serás,
Pois acredito que és capaz de vencer os estupores.

 

Eu admiro-te porque és única como todos os tipos de beleza,
Amar-te é rasgar a lista de defeitos e escrever uma de qualidades,
Para que a tua chama continue acesa.

 

Mas há que ter vontade e amor,
Porque se não te despachares,
Só terás mesmo o calor.

 

Vamos! É hora de trabalhar!
Motiva os teus discípulos
Antes de que se ponham TODOS a andar.

25/11/15

Sem Letras, Jamais!

por Olavo Rodrigues

Eu não escrevo porque gosto da luz,
Mas sim por necessitar de iluminar o mistério escondido na minha escuridão.
Eu uso a escrita como se fosse uma extensão de mim.
Eu escrevo porque sim.

 

Preciso de esvaziar o armário cheio para dar uso às vestes consumidas pelo pó,
Para esvaziar o contentor radioactivo que por vezes está a um fio de rebentar
E de infestar tudo com malefícios sedentários.

 

O meu sentido mais apurado são as letras.
São radares que captam cores que só os olhos da alma contemplam.
Quando olho para as minhas letras só vejo beleza.
É irmã da maquilhagem, faz milagres.
(Raios partam a maquilhagem! Não é natural como as letras!)

 

Tiram-me as letras, tiram-me um órgão vital.
Admito, estou enamorado pelo encanto infindável da sua velha juventude.
Não há fechadura que lhes resista, certo?
Quem sabe dançar com a linguagem, baila com o mundo.
Por que é que o meu diário haveria de ser uma excepção?

 

Eu adoro as letras, eu vivo-as.
Qual café que precisa de açúcar,
Eu preciso de letras.
O meu sabor não é nada de jeito sem elas,
Nem vale a pena tentarem.

16/11/15

Chega, Porra!

por Olavo Rodrigues

Como quase toda a gente, eu gostava de afirmar que me sinto profundamente repugnado pelos últimos acontecimentos da História. Acho que não é possível ser-se mais cruel e se é, não quero imaginar.

No entanto, no meio disto tudo, há outra coisa revoltante que se repete demasiadas vezes - os média não largam isto! Estão desde sexta-feira sem mudar de disco durante praticamente o telejornal inteiro! Eu acho muito bem que sejamos solidários e que saibamos partilhar a dor, adorei a atitude da Google e do Facebook ao mostrarem a bandeira francesa nos seus respectivos domínios cibernéticos.

Mas tenham paciência, não podemos ficar deprimidos também. Sempre que apanham uma mina de ouro, esmiúçam-na até à exaustão, quer da mina, quer da nossa! No Europeu de 2012 se não estou em erro, transmitiram a viagem de avião da selecção! Num dia próximo, reparei que falavam sobre as vidas das vítimas dos atentados. Por amor de Deus, deixem as pessoas descansar em paz! Saí logo da sala.

Concordo com que se sensibilizem as pessoas, que as façam pensar e de preferência agir se tiverem como o fazer. Concordo com que se debata sobre formas de combater este monstro, que é o terrorismo, mas mais é massacrar!

Transmitam as notícias realmente relevantes como o que está o foro político a preparar para resolver a situação, se há pessoas para além dos políticos gananciosos com ideias... Coisas assim no formato de todas as outras notícias - curtas e de facto úteis.

 

13/11/15

O Conforto do Mundo Aleatório

por Olavo Rodrigues

Ah! Eis a viagem que nunca demora, 

Vou uma vez mais maravilhado

Para os confins do Universo da Ilhas

No comboio que não tem hora.

 

O tempo lá passa mais depressa,

Pelo que sabe a pouco,

Ainda bem que compensa ir tantas vezes a essa

Área virtuosa de conteúdo real oco.

 

Faminto de nutrientes que faltam à rotina,

Agarro a montada veloz com grande rigor,

À procura de bons frutos da imaginação em cada esquina.

 

Oiço um grande estrondo,

Tudo abana, atingindo o tédio e seus escombros,

Ideias inúmeras engolem a mente,

À velocidade de um trovão,

Mais uma grande erupção

Da boca que bombardeia com autoridade de tenente.

 

Sinto mais um abanão,

É o meu regresso, 

Estou a demorar a almoçar.

Mas o que eu preciso é de tempo livre para me manter são,

Por favor, deixem-me estar.

11/11/15

Orgulho-me do Meu Voto

por Olavo Rodrigues

Não costumo abranger a política, não porque não nutro gosto pelo tema, mas sim pelo simples facto de que já há muitas pessoas a fazê-lo na blogosfera.

Contudo, como existem sempre excepções à regra e assim sendo, queria congratular o único deputado do PAN com assento parlamentar pelo seu desempenho de anteontem.

A sua intervenção foi completamente objectiva e directa, remetendo aos interesses do seu partido e do que o mesmo pode oferecer ao país. Viva André Silva! Espero que não descambe.

10/11/15

Abre-Me a Porta, Leitura!

por Olavo Rodrigues

Num momento de sorte tenho a oportunidade de viajar,

Para um lugar desconhecido que irei decerto adorar.

O passaporte é falso, mas vale o seu mal,

Ingresso nas entranhas da magia em silêncio total.

 

A caminhada é longa, porém, a mais magnífica,

Não estava à espera de que me abrisse tanto a boca, de que me roubasse a crítica.

Roubou-me também o meio envolvente que tão realmente pinto,

Neste mundo não vejo, cheiro ou oiço, só o sinto

De maneira estranha na minha cabeça,

Ao descrever tais sensações, minto.

 

Não existe realidade, só intensidade,

Numa dimensão de ilusões que rebaptizam

As espectativas de ilusões que me realizam.

 

Do outro lado está alguém,

Não consigo precisar que pessoa é,

Mas fico-lhe eternamente grato por me ilustrar esta concepção tão bem.

Entre nós há uma comunicação,

Fala-me dos seus pensamentos e com grande prazer, digo-lhe que sim.

Também formulo ideias próprias embora saiba que ele/a não me ouve a mim.

04/11/15

Amizade

por Olavo Rodrigues

É um bem que todos têm, mas que poucos estimam,

Deve-se guardar como se fosse uma herança de família, isto é um paradigma.

Distinguir os cuidadores sinceros dos aproveitadores revela-se um verdadeiro enigma.

 

Tem uma duração imortal

Se for estimada com bondade,

Mais um pouco de sal

E quase parece divindade.

 

Une mãos que no aspecto não são parecidas,

Mesmo assim consideram-se irmãos

Nos passeios de euforias queridas.

 

A protecção é devida a tempo inteiro,

É uma honra grandíssima

Ao nível da promessa de cavaleiro. 

 

A junção dos seres não é sucedido fortuito,

Assim obedecemos ao destino que prezamos muito.

Num ímpeto honesto e amado,

Perguntamos espontaneamente: por que gosto eu tanto deste retardado?

 

 

 

 

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