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Toca do Coelho

A mascar o pensamento à sombra calma da luz irrequieta.

Toca do Coelho

A mascar o pensamento à sombra calma da luz irrequieta.

23/10/15

Literatura nas Escolas

Este tema intriga-me desde que a maturidade desenvolveu o meu espírito crítico. A literatura, a bela arte que tem tantas letras como uma praia tem grãos de areia, está a ser lentamente comida pelas marés da lógica.

Sendo a minha arte preferida, para mim estamos a abordar algo que merece grande atenção. Presentemente o Ensino analisa um texto literário como se fosse um problema matemático. Interpretam-se as palavras como uma receita de ingredientes para a solução e depois as mesmas são depositadas nos cérebros dos estudantes. Ora, isto não é maneira olhar a arte!

Ler um poema, por exemplo, é não só lê-lo para o descodificar segundo a perspectiva do leitor, mas é também alimentar o seu espírito crítico e imaginação. É natural que muitos jovens não apreciem literatura, pois esta é-lhes reflectida no espelho errado, a literatura sendo uma arte deve ser tratada como tal - tem que se respeitar o livre-arbítrio do abstraccionismo como se contemplássemos um quadro cheio de cores aleatórias. 

Pronto, está bem, eu entendo que para plantar temos de perceber do terreno, mas uma vez as noções dadas, toca a saborear o verdadeiro gosto da arte. 

16/10/15

Livros Ecológicos

Este tema preocupa-me imenso e faz-me pensar com a mesma itensidade. A escrita, na minha opinião, é a melhor invenção da humanidade. Aliás, os egípcios antigos até diziam que era uma ferramenta demasiado boa para ter sido inventada por nós, que era uma dádiva divina. 

Adiante, felizmente, depois de passar por algumas fases, esta bela arte evoluiu para a forma de blocos rectangulares mágicos a que chamamos "livros". Óptimos fomentadores de praticamente todas as funções cerebrais, contudo, são prejudiciais para a Mãe Natureza, a famosa senhora cuja bondade é um poço infindável. 

São abatidos por ano 300 milhões de árvores (já para não falar da tinta, que é altamente tóxica). É verdade que uma grande porção não é usada para os livros, mas se conseguíssemos fazer com que a perdição de muitos não fosse um contributo para um desastre futuro, os magníficos blocos tornar-se-iam ainda mais especiais. Existem livros digitais, mas não são tão prazerosos e danificam a vista. 

Gostava de empreender esta missão em conjunto. As principais atracções dos bloguistas são a escrita e a leitura, portanto, é obrigação de todos os amantes das letras fazerem um esforço pela melhoria das mesmas. Ainda não tenho uma ideia do que se pode elaborar, porém, tal não me aflige muito, pretendo abordar este tema mais tarde outra vez.

Talvez as ideias dos prezados leitores me ajudem a desenvolver as minhas. O importante é não esquecer o trabalho de equipa. Mãos à obra!

14/10/15

Universo 25 - O Simulador do Paraíso

Quantos seres humanos gostariam de viver num mundo paradisíaco? No qual comida, bebida, higiene e habitação estivessem sempre garantidas? Todos. Contudo, o que aconteceria se esse mundo ficasse sobrepovoado?

John/Jon Carron fez uma experiência que respondeu a esta pergunta, usando os típicos ratos de laboratório brancos. Durante décadas este homem experimentou os efeitos em espaços simuladores de mundos perfeitos a que chamava "universos". O mais conhecido é o Universo 25, criado em 1968 e levado a cabo durante quatro anos. Os seus resultados espantosos continuam até hoje a ser uma referência para uma boa reflexão.

Como já foi mencionado, o "mundo" era paradisíaco, portanto, os ratos possuíam comida e bebida ilimitadas e um clima fantástico sem predadores. A única barreira era a quantidade de espaço. 

A experiência dividiu-se em cinco fases:

 

1ª:

Esta durou 104 dias. John/Jon Carron depositou no simulador 16 ratos, havendo simetria entre machos e fêmeas. O início foi bastante calmo, os animais estavam felizes com o ambiente e obviamente, com os recursos. Assim sendo, começaram desde cedo a reproduzir-se e a população duplicava a cada 55 dias.

 

2ª:

Do dia 105 ao 315 havia mais de 600 indivíduos, os quais estavam divididos em 14 grupos sociais, cada um com um macho dominante. 

 

A fase agora exposta teve origem no dia 316 e acabou no 560. Foi nesta altura que o mundo perfeito dos ratos começou a dirigir-se ao abismo. A partir dos 615 elementos, a taxa de crescimento diminuiu, o simulador começava a carecer de capacidade espacial.

Trezentos machos competiam entre si pela supremacia do território, o que os conduziu a uma violência desenfreada. Devido a tal, os lugares onde estavam as crias ficaram desprovidos de protecção, tendo as fêmeas sido obrigadas a ocupá-los.

A agressividade instalou-se na memória genética e foi passada à nova geração. Esta por sua vez era ainda mais violenta que a anterior, contribuindo com mais peso para a queda da sociedade.

Os machos mais fracos mantinham-se longe de toda a actividade, inclusive dos recursos, contudo, ocasionalmente sem nenhuma provocação, atacavam outros indivíduos, matando todos os que conseguiam. 

Quando a população atingiu os 2600 ratos, os mesmos já não se reproduziam, a morte era dona e senhora do Universo 25. Do dia 560 para a frente, a taxa de mortalidade tornou-se superior à da natalidade. 

 

Desde o dia 561 ao 1471, os animais alcançaram o pináculo da agressividade, que era totalmente normal e constante. O canibalismo passou a fazer parte do quotidiano da sociedade. O paraíso estava definitivamente virado do avesso, tinha-se tornado num horrível inferno.

Porém, surpreendentementemente, no meio de tantas atrocidades, um grupo de machos logrou ir para um espaço completamente livre de outros ratos.

Mas o mais estranho era o seu comportamento. Só se preocupavam em sobreviver ao cuidar do seu corpo, alimentar-se e dormir. Eram apáticos uns para com os outros, não tinham apetite sexual e procuravam proteger-se, evitando lutar. Cada indivíduo existia no mesmo espaço-tempo que os demais, todavia, estava isolado na sua própria existência. Este conjunto foi denominado de "ratos bonitos".

A nova "sociedade" acabou por desaparecer devido à apatia, o seu único problema.

 

Devido a tudo isto, surgiu então a 5ª  e última fase, a da extinção. Nesta etapa, a maioria das fêmeas que nascia não queria emprenhar, tinha perdido o instinto maternal. As poucas crias que iam aparecendo não chegavam à idade adulta. Por estas razões, a taxa de crescimento caiu no zero e os ratos, sem indícios de recuperação, começaram a morrer até não restar quase nenhum.

No dia 1471 a experiência foi dada por concluída. Alguns animais ficaram vivos até ao fim, não tendo resistido muito mais depois - 27 indivíduos entre os quais estavam 23 fêmeas e quatro machos. O mais jovem tinha 987 dias, o equivalente a noventa anos humanos. Isto significa que os sobreviventes eram os mais antigos.

 

A conclusão que eu tiro desta experiência é que podemos compará-la com a realidade da humanidade. Nós tínhamos um paraíso, mas por não sabermos co-existir, estragámo-lo. É um facto que a sobrepovoação pode levar à escassez de recursos, o que por sua vez gera violência. No entanto, há um ditado que diz o seguinte - a Terra tem que chegue para todos, mas não para a ganância de alguns. 

Eu acredito que a carência de recursos se relaciona principalmente com o excesso. Sim, claro que o planeta ficaria gasto de qualquer maneira, contudo, demoraria muito mais se fosse mais bem gerido. 

Tendo o mundo passado por etapas semelhantes às do Universo 25, o Japão parece estar a abraçar a apatia. De há uns anos para cá a sua taxa de natalidade tem caído. O governo tenta combater o acontecimento ao pagar às pessoas para procriarem.

Todavia, não está a ser suficiente e prevê-se que num futuro próximo, a população japonesa seja constituída apenas por adultos. 

Comparados com a experiência, aparentamos estar a chegar à última fase, porém, há a diferença de que os nossos recursos são limitados. Cabe-nos a todos nós mudar o rumo da espécie. 

 

Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=c1QNbR1A1ME

 

 

 

 

 

13/10/15

Os Sonhos da Chuva

Olho pela janela e vejo as gotas da chuva a cair.

Umas atrás das outras, tão ordeiramente,

 

Fazem lembrar a areia de uma ampulheta.

A sua forma de movimento é também recta como o tempo.

Passado, Presente, Futuro, os grandes motoristas.

Num segundo uma gota rebenta no chão, uma vai a caminho 

E as outras seguem-na como se estivessem numa fila à espera do Destino.

 

Não consigo precisar se elas sonham seguir o Destino ou se têm sonhos que possam moldar.

Então e eu? Posso moldar os meus sonhos?

 

Dois deles realizaram-se: estou vivo e escrevo. 

Porém, serão  sonhos meus ou do Destino?

Esta vida parece sempre sonhada.

Uma mistura estranha de sonho bom e pesadelo.

 

Quem me dera saber se estou mesmo acordado

Para despertar caso não o esteja e ver a Existência real.

No entanto, é provável que não esteja pronto, ficando assim neste sonho.

Ainda bem, sonhar é um dos meus passatempos preferidos.

Espero nunca deixar de o fazer.

12/10/15

Eu Quero e Posso!

A força não está em mim, eu sou-a.

Parto qualquer diamante se assim quiser, 

Porque a minha vontade é mais dura.

 

Nem a luz é mais rápida que o tempo 

Que o desejo leva a consumir-me.

Nem o infinito é maior que a minha lista de sonhos.

 

Eu movo-me no sucesso pela força da minha mente insaciável.

Nenhuma parede é para mim um obstáculo.

O físico não é o problema, mas sim um cesto cheio de preguiça ou melancolia.

 

E conquisto até onde a minha imaginação me permite.

Que ninguém tente tirar-me isso, pois estariam a matar uma alma.

Esse é o pior dos assassinatos.

 

 

09/10/15

O Mundo dos Poetas

As palavras fluem em cascata com grande força e desejosas de sair.

Assim é a poesia:

A arte de dizer sem dar a entender.

 

As palavras entrelaçam-se, criando padrões bonitos que encantam olhos gulosos.

Cada um melhor que o outro e as almas acham-nos proveitosos.

 

Os poetas são estranhos.

Dizem que querem o impossível,

Que querem o infinito,

Que desejam que as estrelas lhes falem.

 

Assim vai girando este mundo somente de sonhos disfarçados de letras.

Eu sou feliz nele, ninguém precisa de tabletas.

Lê-se nas entrelinhas que nenhum poeta precisa de limpeza

E para além disto, há outra montanha de beleza.

 

 

 

08/10/15

Emagrecer a Comer Chocolate

Nos dias decorrentes, o acesso à informação é mais abundante e facilitado que nunca. Por um lado, tal é um problema, pois com tanta oferta, é difícil distinguir o que é verdadeiro e o que é inventado por uma questão de brincadeira de mau gosto, de maldade ou de ganância.

Hoje em dia alguns média são capazes de criar artigos falsos só para conseguirem vender. Cristiano Ronaldo, por exemplo, repreendeu o Correio da Manhã por ter difundido um artigo enganoso sobre a sua pessoa. Este foi um caso, mas quantos não haverá? 

Dois alemães, Peter e Diana (lamento, mas não percebi os apelidos), cansaram-se dos engodos constantemente publicados e decidiram fazer uma experiência social, a qual era precisamente escrever um artigo com informação puramente falsa. A técnica atrás da manipulação da credibilidade é o uso de termos científcos, por isso, com este conhecimento em mente, os alemães deram início ao projecto sobre como perder peso a comer chocolate. 

Criaram uma entidade falsa de nome John/Jon (lamento, mas o apelido desta personagem também não me foi perceptível), um suposto cientista que já tinha publicado artigos em revistas científicas. Reúniram várias pessoas num encontro clínico e disseram-lhes que fizessem dieta. Em seguida, publicaram os resultados reais em forma de estatísticas. 

O objectivo era averiguar quantos jornalistas partilhavam o artigo. Para o efeito conceberam uma página na Internet de um instituto de saúde tão falso como o resto, usando títulos apelativos e ignorando o número de participantes.

Rapidamente a informação começou a ser espalhada por vários sítios informativos alemães para depois ser traduzida em vários idiomas, difundindo-se assim pelo mundo. 

Os jornalistas não se preocuparam em saber quem era John/Jon nem em pesquisar sobre o instituto ou em perguntar quantos participantes fizeram parte da investigação. Quando a meta foi atingida, Peter e Diana revelaram os segredos da experiência, afirmando que não era de chocolate que falavam, mas de como a comunicação social é preguiçosa e infiel aos seus princípios de modo a conseguir lucro.

O conteúdo desta publicação vem reforçar a ideia que transmiti em "Eu Duvido!". Sempre que lemos um artigo, devemos vestir o papel de jornalistas e tentar informarmo-nos sobre o que lemos ou ouvimos, não vamos nós pisar uma grande mina de mentiras.

Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=vuMihDsOzEw

 

 

 

04/10/15

Vim Atrasado

Sinto que nasci no tempo errado. E não o digo por causa dos defeitos que costumam apontar à minha geração, especialmente o da electrónica, pois como todas as outras, tem as suas qualidades e os seus defeitos. Refiro-me a tudo mesmo: maneira de pensar, gostos musicais, outros interesses... 

A minha mãe contou-me que aquando da sua infância, todas as crianças da vila saíam à rua para fazer de cada dia uma festa. Os idosos também não ficavam em casa, pegavam numa cadeira e sentavam-se à porta a conversar.

Num bairro cercano, o grupo de amigos da minha tia tinha sempre alguma coisa para inventar todos os dias - gravavam peças de teatro, inventavam jogos, faziam banda desenhada... Levavam à letra o conselho de Dan Povenmire e Jeff Swampy (os criadores de Phineas e Ferb) - usem a vossa imaginação e façam cada dia contar

Por incrível que pareça, isto não foi tirado de um sonho. Hoje em dia ando de bicicleta e visito sítios interessantes com os meus amigos de vez em quando, mas também não são raras as vezes em que ficamos em casa a olhar para um ecrã luzidio (no meu caso, só às vezes, normalmente prefiro um bom livro). 

O que me aflige é que mesmo tendo eu uma mentalidade mais próxima à da geração anterior, não capto o espírito como deve ser, ficando sem ideias para tornar todos os dias especiais. Portanto, rendo-me assim às quatro paredes quando aparentemente não há opções. 

A música como disse, é outro aspecto, não gosto da maior parte das canções actuais, mas adoro muitas antigas. Em relação ao amor, tenho imensa pena de que hoje em dia seja mais carnal, eu prefiro ser platónico, dar mais valor ao sentimento. 

A principal coisa das poucas com que me identifico neste tempo é o acesso abundante e fácil à informação. Aliás, é um grande trunfo para os miúdos da minha idade. Gente bem informada é dificilmente manipulada e sabe defender-se melhor. Além disso, o conhecimento completa as personalidades sonhadoras e creio que podemos esperar grandes resultados daqui a uns anos, se há algo que os jovens têm é saber aplicar a sua criatividade e vontade de serem úteis. 

Enfim, por muito que escreva sobre este tema, a verdade nua e crua é que a Mãe Natureza me quis cá em 1997. Em vão sei que não foi, por isso, como está registado, seguirei o meu caminho para tentar encontrar o que me espera.

 

 

03/10/15

O Desafio do Amor

Dizem que o Amor é cego, mas o que ele é, é esperto.

Põe-nos uma venda nos olhos e limita-se a observar-nos no seu campo de batalha.

 

A luta começa precisamente quando não estamos a combater.

Quando procuramos a alma-gémea.

É um jogo cheio de armadilhas, mas também de doces para nos compensar e motivar.

 

O Amor é um presente natural especialmente feito para nos ensinar,

Como uma disciplina da escola em que as boas notas são essenciais.

É um presente natural especialmente feito para nos fazer felizes.

Digamos: uma pepita de ouro no meio de muito carvão.

 

É um presente natural especialmente feito para afrontar o ódio.

Ao sermos invadidos por esse sentimento putrefacto, ele dá-nos uns quantos abanões para acordarmos.

 

Por isso, lembrem-se:

O Amor, sendo parente da Vida, não está cá para ser sempre meigo.

É nosso dever aceitar os seus ensinamentos, visto que depois é hora de desfrutar da grande recompensa:

A REALIZAÇÃO PESSOAL!!!

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