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Toca do Coelho

A mascar o pensamento à sombra calma da luz irrequieta.

Toca do Coelho

A mascar o pensamento à sombra calma da luz irrequieta.

15/05/15

A Minha Ideia da Felicidade

Actualmente, a tendência do mundo é a urbanização, porém, será que é mesmo a melhor solução? O crescimento da população nas cidades conduz-nos à necessidade de haver mais serviços, ao haver mais serviços, há mais empresas e ao haver mais empresas, há mais riqueza.

A mesma só gera a vontade de se ser ainda mais rico, acontecimento que tem de ser impedido. Não só porque estamos a adoecer a Terra, mas também, porque para o dinheiro estar em grande quantidade num sítio, tem de faltar noutro ao mesmo nível.

Infelizmente, os direitos humanos são infringidos através da exploração e da carência de condições de vida decentes. A grande questão a considerar é: o que é que nós, simples cidadãos, podemos fazer para mudar a situação?

Creio que podíamos começar por nem sequer ambicionar ser ricos. Com isto não pretendo que não tenhamos os nossos luxos, mas a riqueza é um excesso e o excesso é negativo. Há pessoas que simplesmente têm demasiado. Sim, algumas ajudam as mais carenciadas, contudo, isso não erradica o problema.

Podíamos não comprar tantos telemóveis. Se um modelo mais antigo ainda funciona, por que haveremos de querer o que saiu só no dia anterior? O objectivo de tais aparelhos electrónicos não é apenas comunicar? Já para não falar das intermináveis lixeiras que se fazem.

Lembrem-se de que foi o consumo exorbitante que nos levou a esta crise, a do imobiliário. Os bancos emprestavam crédito às pessoas para elas comprarem, comprarem, comprarem. Como se diz: mais vale um pássaro na mão do que dois a voar.

Na minha óptica, eu só serei completamente feliz quando toda a gente viver acima da linha que nos separa dos animais irracionais. Eu não acredito em utopias, tudo é possível. Há uns quantos séculos atrás, toda a gente nos mandaria dar uma volta ao bilhar grande se lhe disséssemos que os grupos privilegiados iriam acabar e que haveria uma melhoria social. Só temos de dar tempo ao tempo.

Este texto é dirigido a todas as faixas etárias, contudo, peço especial atenção da juventude. Nós somos o futuro da humanidade, temos nas mãos a oportunidade de trabalhar em equipa para finalmente concebermos o mundo magnífico com que toda a gente sonha desde o início da História da civilização. Pessoal, a verdadeira felicidade é a colectiva! Façamos todas as bocas do mundo sorrir.

08/05/15

Gostos

Eu gosto.

Gosto de gostar.

E por que gosto eu tanto de tantas coisas?

Porque sim. Não há razão, é simplesmente assim.

 

Às vezes deparamo-nos com sentimentos

De grande peso e não sabemos descrevê-los.

Não faz mal, ninguém precisa de os compreender,

Mas pode ficar feliz por gostarmos desse algo.

 

Funciona como os namoros.

Quando amamos muito alguém, nunca conseguimos

Explicar a que sabe o amor por essa pessoa.

Bem, alguns gostos são assim: só os conhece quem os sente.

 

Uma coisa é certa: não se é feliz quando se gosta só porque os outros gostam.

E não deixem de gostar só por vos dizerem que não gostam de que vocês gostem.

Quanto a vós não sei, mas eu gosto da felicidade.

Portanto, vou ser feliz com os meus gostos porque são meus.

03/05/15

Essência Pura

Às vezes gostava de sair de mim para estar comigo. Se fosse só eu, não haveria aulas, trabalhos de casa, exames ou sociedade. Poderia simplesmente escrever para sempre sem interrupções ou chatices.

O meu pensamento e tinta fundir-se-iam e fluiriam como uma cascata relaxante. Por fim, a minha alma iria segui-los como uma traça persegue a luz. Devia ser possível sairmos de nós próprios de vez em quando para estarmos a sós connosco. Todos precisamos.

01/05/15

O Acordo Ortográfico de 1990

Chegou 2015 e o prazo de transição para a nova ortografia acabou. O Novo Acordo Ortográfico é um assunto bastante polémico. Trouxe ao de cima o patriotismo, a recusa de mudar e também a frustração. Quanto aos outros países lusófonos não sei, mas em Portugal o que mais custa a engolir é principalmente a aproximação linguística do Brasil. Depois também há um conjunto de regras que aos olhos de muitos não fazem sentido. Estão no seu direito. Eu pessoalmente, estou de acordo com o facto de a mais recente reforma do nosso idioma, alterar para pior a sua estética.

Contudo, não ponho em causa a maior parte das decisões dos especialistas, porque simplesmente não percebo nada da sua área. Ponho em causa, isso sim, o ponto de vista maioritário dos portugueses. É verdade, gosto da existência do Novo Acordo Ortográfico.

Segundo dizem, a diferença de ortografia que havia entre o Brasil e o resto do mundo lusófono era um obstáculo à projeção internacional da língua portuguesa. Segundo dizem! Como isto passa pela política, nunca se sabe. De qualquer maneira, independentemente de ser o motivo sincero dos entendidos ou não, eu acho que devemos colaborar. Quando idealizamos o nosso idioma, temos de vê-lo como algo que não nos pertence unicamente a nós, mas sim a todo o seu tipo de falantes. Se fosse implantada a ortografia portuguesa no Brasil, a sua eficácia seria barrada pela pronúncia abismalmente diferente do povo do país em questão.

Além do mais, o Novo Acordo Ortográfico também pretende aproximar o português falado do escrito. Penso que ter uma ortografia mais fonética é essencial à melhor utilização da mesma. Não só é mais prático para quem aprende a escrever, como também a continuação do uso é mais simples. Considerava um ato de egoísmo da parte dos linguistas quererem que o sistema ortográfico contivesse características etimológicas. Para eles era mais fácil aprendê-las, pois estudam o passado da língua, no entanto, para outro tipo de cidadão, a situação tornava-se mais complicada.

A aceitação de mudanças sempre foi algo de difícil lidação para os portugueses. Quando a primeira reforma linguística surgiu em 1911, também foi recebida com grande desagrado. A presente está a passar pelo mesmo, porém, é só uma questão de hábito. Proponho um "sim" dito em alto e bom som à evolução do nosso magnífico idioma.

PS: Apesar do meu apoio, não concordo com a desigualdade de cedências (Portugal cedeu 56% da sua ortografia original e o Brasil só abdicou de 43). Entra também na minha área de discórdia a queda dos acentos essenciais de palavras como "pára".

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