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Toca do Coelho

A mascar o pensamento à sombra calma da luz irrequieta.

Toca do Coelho

A mascar o pensamento à sombra calma da luz irrequieta.

04/07/18

Ocorreu-Me Hoje Que... (10)

por Olavo Rodrigues

Um dia... nem que fosse apenas por um dia, seria óptimo se pudéssemos viver como nas histórias de comédia e/ou de fantasia.
Por um dia tínhamos um mundo como o da Disney. Só para descontrair. Uma festa oficial como o Natal ou assim...

Tempo para cantar espontaneamente se o quiséssemos como acontece nos filmes ou, para nos disfarçarmos do que desejássemos, qual celebração de Carnaval. Esta seria a altura de ir disfarçado para o trabalho e de usar a imaginação com todo o seu potencial e esplendor. 

Um dia que, por fim, permitiria aos adultos esquecerem-se de que cresceram. De serem aquilo em que sempre sonharam tornar-se. 

 

 

 

 

 

 

 

 

12/06/18

Da Eutanásia

por Olavo Rodrigues

Eu sei que a decisão sobre a eutanásia foi tomada já há algum tempo, mas eu tenho de pôr isto cá fora: 

Apesar de haver dois lados opostos quanto à mesma (eu sou a favor), o que me revolta na pura acepção do termo é que meia dúzia de gatos pingados no parlamento achem que podem decidir, sem o nosso consentimento, sobre um assunto desta natureza. Quem é que eles pensam que são para impor o quer que seja às vidas que não lhes pertencem, ao povo como um todo, que deve fazer uso da vontade própria que lhe tem sido retirada pouco a pouco? Uma prova clara disso é precisamente este tema. 
Quem tem direito a gerir a vida de alguém é a própria pessoa e, num momento como este, em que se debate acerca da vida do POVO, nós devíamos ter uma palavra a dizer.

30/04/18

Obras de Arte Vivas

por Olavo Rodrigues

Desde o início dos tempos

Que a humanidade usa o seu potencial 

Para criar rios de sentimentos

Através da palavra imortal.

 

Tantas são as línguas que fluem 

Nas almas imperfeitas dos mortais.

Umas sobrevivem e outras ruem,

Mas sempre surgem outras que tais.

 

No seio da inovação estão as obras de arte vivas,

Não estão na cabeça, mas sim no coração.

São hiperactivas e sempre se tornam numa nova canção.

 

Oxalá pudesse sabê-las todas de cor,

Assim nunca me cansaria de me reinventar.

Não haveria como me entediar,

Porque alcançaria um Eu bem maior.

 

Uma língua é filha da sua gente

Cheia de criatividade sem freio.

Um oceano que nunca se explora o suficiente

Nem sequer até ao meio.

Uma língua é uma nova paisagem que deslumbra o olhar,

O mundo fica diferente só de a sabermos falar.

 

Somos cidadãos do mundo

E as nossas línguas são de quem as amar

Chegou o tempo de partilhar

Para a diversidade não ir ao fundo.

 

Este é um ciclo sem fim

E vou diversificá-lo

Ao dar-lhe uma prenda feita por mim. 

 

É mais uma para a colecção,

Que talvez gere mais trabalho complicado.

Ser poliglota não é um êxito dado,

Mas faz tudo parte da diversão

Mesmo que, após a interiorização,

Ainda se fique baralhado. 

 

O meu amor pelas palavras não acaba na literatura.

Estará sempre presente onde o dom da linguagem perdura. 

 

25/02/18

Sem Âncora

por Olavo Rodrigues

Na linha do conhecimento só há espaço para curvas,

Que se tornam turvas na avalanche de informação

E enquanto isso, eu aprendo sem querer ter razão.

 

Eu não me conheço, pois para os pensamentos, 

Não há casa fixa em mim.

Sempre me altero à medida que me aproximo do fim

Num ritmo mutável e nada lento. 

 

Eu sou vários através do tempo!

Que bom não haver constância em mim.

 

30/01/18

Sete Dias Consecutivos de Escrita - The Write Practice

por Olavo Rodrigues

The Write Practice  é um sítio fundado por Joe Bunting, o qual é um escritor que criou esta mina de ouro para qualquer amante das palavras que, deseje brotar no mundo editorial com qualidade, ao mesmo tempo que melhora as suas competências. De vez em quando surgem palestras via internet, no sítio há 1716 artigos e exercícios sobre escrita criativa e a comunidade é bastante unida, dado que os seus membros estão constantemente a apoiar-se de forma mútua ao publicar textos seus e ao receber opiniões dos outros membros sobre os mesmos. 

Já li alguns artigos e já assisti a uma palestra e devo dizer que estou bastante satisfeito, portanto, recomendo-vos vivamente que dêem lá um saltinho! Ainda que não queiram tornar-se em escritores profissionais, podem sempre aprender imenso e melhorar o vosso trabalho na mesma. 

Na semana passada houve um desafio proposto a todos os onze milhões de membros da comunidade: durante uma semana era necessário escrever, no mínimo, mil palavras. Podíamos escrever o quer que nos ocorresse: um capítulo de um livro, um conto, um poema, um evento da vida real, entre outros. Tínhamos era de chegar às mil palavras. Eu cá, que adoro desafiar-me sobretudo em relação à escrita, aceitei o repto de imediato.

No início foi, de facto, difícil, pois não estava habituado a escrever tanto por dia e, muito menos, por semana. Contudo, a sensação que retirava de todas as vezes que me sentava à secretária, fosse para redigir no papel ou no computador, era magnífica, entusiasmante e tão libertadora! A vontade de me envolver na minha criação e de me deliciar com ela estava mais activa do que nunca e, quanto mais escrevia, mais queria continuar, porque a adrenalina também alimentava a paixão.  

Com o tempo foi sendo cada vez menos cansativo atingir o mínimo proposto pelo desafio, o que provava que o objectivo deste - forjar um hábito de escrita sólido e produtivo - estava a ser atingido. Só falhei um dia e, mesmo assim, quase lá cheguei. É tão triste morrer na praia! 

Embora tenha faltado ao compromisso uma vez, aprendi uma boa lição. Naquele dia o entusiasmo tinha caído um pouco; isto porque no dia anterior havia tido um bloqueio horrível durante a maior parte do tempo e só havia desemburrado mais para o fim. Tal deixou-me algo ansioso, estado que tenho de começar a evitar nestas situações, dado que é suposto divertir-me e não ficar afectado de maneira negativa por elas. 

Às vezes apercebia-me de que estava a pensar em escrever, não por gosto, mas sim por querer cumprir o desafio. A questão é que, apesar de ser bom desfrutar de uma tarefa nova, não devemos permitir que esta se imponha à nossa diversão e à nossa saúde. Mais importante ainda: é necessário levar em conta que não há ninguém melhor que nós para estabelecer o nosso mínimo, reflectindo assim em que patamar estamos preparados para alcançar.

O das mil palavras parecia-me perfeito e consegui, inclusive, ultrapassá-lo na maioria das vezes; no entanto, como o quinto dia fora bastante cansativo a nível mental devido às minhas sucessivas tentativas de desenvolver um texto fluído, no sexto não tinha uma vontade tão enérgica de escrever, pois sentia que precisava de me desligar daquilo durante um tempo. Mais uma vez, lá para o fim consegui desenrascar alguma coisa com a pica novamente no auge; contudo, a meia noite chegou antes de que me pudesse salvar, ficando desta forma com 949 palavras. Mais um parágrafo e tinha-me safado. 

Aprendi que dedicarmo-nos ao de que gostamos é tão importante como reconhecer limites e apreciar a diversidade. Nem sempre estamos a 100% para dar o nosso melhor e não faz mal de quando em vez não ter disposição para aquilo, considerando que, enquanto seres humanos, possuímos gostos vários. Isso não faz de nós - neste caso escritores - obrigatoriamente preguiçosos ao contrário do que eu pensei de mim próprio naquele dia. 

A meta principal já foi alcançada. Ainda que o desafio já tenha acabado, tenho escrito todos os dias. Não necessariamente mil palavras, mas o que importa é não parar de exercitar o bichinho para que fique bem forte. 

Volto a insistir na sugestão de se inscreverem no The Write Practice. A equipa de lá está constantemente a trabalhar para nos ajudar, seja em que ocasião for. O Joe dava sempre óptimos conselhos nos «e-mails» que continham a ligação para submetermos a quantidade de palavras do dia. Vão por mim: vale mesmo a pena. 

 

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